sábado, 26 de outubro de 2013

DEEP PURPLE in PHASES...


Deep Purple... Uma banda que se iniciou em 1968 e lançou até hoje, 19 álbuns de estúdio, e cerca de 30 álbuns ao vivo... Teve diversas fases diferentes, com diferentes vocais e instrumentistas, mas sempre a mesma batera (Ian Paice). Criou um estilo único, com os teclados de Jon Lord solando clássicos com uma base precisa e pesada. Do primeiro ao último álbum, nunca perderam a veia Hard Rock, com teclados, guitarra, ritmo e peso.  A banda também incorporou elementos de música clássica, blues-rock, pop e rock progressivo. Foram listados pelo Livro Guiness dos Recordes "como a banda com o som mais alto ao vivo no mundo",e venderam mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo. Nesta postagem, vamos tentar fazer um resumo de todas as fases.

Fase I: O início
A história conta que, no final dos anos 60,  Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, colega de Jon Lord, que tocava no  The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper, teve a primeira idéia de formar uma banda. Era o final dos anos 60, e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel-alumínio. Seu colega havia redecorado a casa para mudar o astral. Após um período de ensaios e composições, Curtis desapareceu. O grupo achou um guitarrista - Ritchie Blackmore, que conhecia um baterista - Ian Paice - que trouxe um colega da The Maze - o vocalista Rod Evans. Com a saída de Curtis, a banda precisava trocar de nome. Em fevereiro de 1968, depois de queimar pestana em uma lista de nomes que incluía o pomposo Orpheus, acabou vencendo o título da música favorita da avó de Blackmore: Deep Purple.

O primeiro disco, Shades of Deep Purple, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de "Help!", dos Beatles, e "Hey Joe", de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos Estados Unidos com uma música de Joe South: "Hush", o primeiro single da banda. A adaptação do bolero da Ravel em Hey Joe já demonstrava o flerte, principalmente de Jon Lord com os grandes clássicos...

Músicos:
Rod Evans - vocal
Ritchie Blackmore - guitarra
Nick Simper - baixo, vocal de apoio
Jon Lord - órgão, teclados, vocal de apoio
Ian Paice - bateria

Fase II: A era Gillan
Em 1969, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade do grupo. Ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças. Sob convite do baterista Mick Underwood, em 24 de junho, Blackmore e Lord foram conferir uma apresentação do grupo Episode Six, de cujo vocalista (Ian Gillan) o ex-colega de Blackmore havia falado muito bem. Os dois membros do Deep Purple chegaram a subir ao palco para uma jam. Blackmore, Lord e Paice combinaram um teste com Ian Gillan. Ele levou seu amigo Roger Glover, baixista também do Episode Six. Juntos, os cinco gravaram o single "Hallellujah". E, em uma fase muito complicada, definiu-se o novo Deep Purple, com Ian Gillan substituindo Rod Evans, e Roger Glover substituindo Nick Simper. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970.


Esta é uma edição especial do 25 aniversário desta obra, com várias faixas bônus.

Músicos:
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Jon Lord - órgão
Ian Paice - bateria


O álbum Machine Head, é desta fase (1972), e é considerado o melhor disco do Deep Purple... Será feito um post somente com esta obra prima. O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan. 




The album is the Copenhagen video soundtrack of the Live in Concert 72/73 DVD.


Fase III: A era Coverdale/Hughes
No agitadíssimo ano de 1972, os relacionamentos entre os membros - e especialmente entre Gillan e Blackmore - também não iam bem. Em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo. Roger Glover, parceiro de Gillan no Episode Six, também deixa o Purple, e o trio Blackmore-Paice-Lord está mais uma vez, a procura de um baixista e um vocalista. O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no grupo Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. O plano do Deep Purple era buscar a voz de Paul Rodgers (ex-Free, ex-Bad Company). Após um primeiro contato, ele pediu um tempo para pensar e decidiu continuar com sua banda na época, o então Free. O teste de Coverdale ocorreu em agosto de 1973. Durante seis horas, eles tocaram material do Deep Purple e canções mais conhecidas, como "Long Tall Sally" e "Yesterday". Quando Coverdale foi para casa, o restante do Deep Purple saiu para beber e decidiu: era o gordinho mesmo (nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência). Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compôr. Em novembro, foi gravado o disco Burn, que para mim, é um clássico do grupo.


Músicos:
David Coverdale - vocal principal
Ritchie Blackmore - guitarra
Glenn Hughes - baixo, vocal
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria



Fase IV: A curta era Tommy Bolin
A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar trinta anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Ele já tinha algumas ideias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Restava ao grupo o dilema entre continuar sem Blackmore - o criador de todos os riffs que tornaram o Deep Purple famoso - ou partir para outra. Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação, gravam o disco Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê do álbum foi complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas.





The Band:
Tommy Bolin - guitar, vocals
David Coverdale - lead vocals
Glenn Hughes - bass, vocals
Jon Lord - keyboards, Hammond organ, backing vocals
Ian Paice - drums, percussion


Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple. Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar. Acabou assim, em clima de confidência, a banda criada oito anos antes e que chegou a figurar no Guinness dos recordes como a mais barulhenta do mundo. Oito meses depois, Bolin morreria de overdose no Resort Hotel de Miami, após uma apresentação. E durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar. 
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Durante este hiato, os ex-integrantes do Deep Purple tiveram uma interessante carreira 'solo'.

Ian Gillan - Depois de um breve período de reclusão em que vendeu motos e tentou ter um hotel, foi resgatado para os palcos por Roger Glover e sentiu-se animado o suficiente para criar sua própria banda, a Ian Gillan Band. Numa espécie de jazz-rock, seguiu até o início dos anos 80. Em 1982, dissolveu a banda, para no ano seguinte gravar um disco com o Black Sabbath: Born Again.
Roger Glover - Inicialmente, permaneceu próximo à Purple Records e foi quem mais teve contato com todos os galhos da gigantesca árvore genealógica do Deep Purple. Dois anos depois, conseguiu juntar no mesmo palco os melhores músicos da Inglaterra (muitos deles membros ou ex-membros do Deep Purple, ou seus colegas em outras bandas), no musical Butterfly Ball. Foi a primeira aparição pública de Ian Gillan após o fim do Deep Purple, substituindo Ronnie James Dio (que cantava no Rainbow de Blackmore e passaria depois pelo Black Sabbath). Produziu outras bandas, gravou dois discos solo e voltou a tocar baixo no Rainbow de Blackmore.
Ritchie Blackmore - Com o Rainbow, teve uma das bandas de hard rock de maior sucesso do final dos anos 70 e início dos anos 80, apontando o holofote para músicos como Joe Lynn Turner e Don Airey, que anos mais tarde participariam do Deep Purple. Roger Glover chegou a tocar com ele.
David Coverdale - Após dois discos solo, formou o Whitesnake e invadiu as paradas de FM dos anos 80. Na banda, tocou com Jon Lord e Ian Paice. De quando em quando, reúne o Whitesnake para turnês.
Jon Lord - Teve uma carreira solo interessante, misturando suas várias influências musicais (clássico, rock e jazz). Compôs trilhas sonoras de filmes com Tony Ashton e os dois se juntaram a Paice para o projeto Paice, Ashton e Lord. Mais tarde, uniu-se a Coverdale no Whitesnake. Depois de lutar contra um câncer, Lord veio a falecer em 16 de julho de 2012.
Ian Paice - Tocou com diversos músicos, inclusive com Gary Moore, além de Paice, Ashton e Lord e Whitesnake.
Glenn Hughes - Reuniu o Trapeze, gravou vários discos solo, tocou com Gary Moore e Pat Thrall, lutou consigo mesmo para se livrar das drogas, cantou no Black Sabbath e mais recentemente gravou dois discos com o também ex-Deep Purple Joe Lynn Turner: o Hughes-Turner Project (HTP).
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Apesar do hiato, houveram vários pequenos Deep Purples... (Será o tema de um novo post)


Fase V: A volta do Deep Purple
Em 1984, é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso (fase II), com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord. É lançado o primeiro disco de inéditas desde 1975, chamado Perfect Strangers, que foi seguido por The House of Blue Light, de 1987. Das turnês destes dois discos, sai o ao vivo Nobody's Perfect, lançado em 1988. Em 1989, Gillan decide sair novamente da banda, e em seu lugar entra o vocalista Joe Lynn Turner, (ex-Rainbow). Com esta nova formação, a banda saiu em uma bem-sucedida turnê que foi muito bem elogiada pelos fãs. Embora o novo álbum com Turner, Slaves and Masters, tenha sido comercialmente fraco, a sua turnê não foi. Os shows foram marcados por performances impecavéis da banda e pela excelente presença de palco do vocalista Joe Lynn Turner. Vale lembrar que nessa turnê, o Deep Purple veio ao Brasil pela primeira vez. O set-list continha clássicos da época de Coverdale, e muitos que a banda não tocava há algum tempo. A banda termina a turnê no fim de 1991, e em abril de 1992, começa a gravar o que se tornaria o álbum The Battle Rages On.... Este álbum foi inicialmente gravado e escrito com Joe Lynn Turner ainda na banda, mas no meio de setembro de 1992, Joe é despedido do grupo e em seu lugar entra novamente Ian Gillan, que termina o que restou do The Battle Rages On..., regravando-o com sua voz. O álbum foi lançado em 1993.

O álbum que escolhemos para representar esta fase é o primeiro:



The Band:
Ian Gillan - vocal,
Ritchie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria



Fase VI: A era Steve Morse
Em dezembro de 1993, após a saída de Ritchie Blackmore devido a conflitos constantes sobre o estilo musical a ser seguido, o guitar-hero Joe Satriani foi convidado a integrar a banda e juntou-se ao Purple para participar da turnê internacional pelo Japão. Com o sucesso dos shows, Satriani foi convidado pelos demais integrantes para permanecer como membro efetivo dela, mas declinou, mais preocupado com sua carreira solo e com o contrato para um álbum assinado com a Sony. Antes disso, entretanto, ainda chegou a participar da turnê europeia como guitarrista da banda em 1994, fazendo seu último show com a banda em julho, na Áustria.





Após este concerto, Satriani deixou o Purple e cedeu o lugar para o guitarrista Steve Morse, que já havia integrado as bandas Dixie Dregs e Kansas. Steve Morse é o guitarrista do Deep Purple até os dias de hoje. A banda se revitaliza e volta com o Purpendicular, de 1996, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e órgão que fizeram a base musical do estilo do Deep Purple.


The Band:
Ian Gillan – vocal, gaita
Roger Glover – baixo
Jon Lord – órgão, teclados
Steve Morse – guitarra
Ian Paice – bateria




Fase VII: DEEP PURPLE NOW!!!!
 Em 2002, o tecladista Jon Lord decide abandonar a estrada, e em seu lugar entra Don Airey, um tecladista que passou por diversas bandas de hard rock, entre elas, o Rainbow, de Ritchie Blackmore e o Whitesnake, de David Coverdale, além de Ozzy Osbourne. Com Airey, Gillan, Morse, Glover e Paice são lançados os discos Bananas, em 2003, e Rapture of the Deep, em 2005. 



The Band:
Ian Gillan - vocal principal e de apoio
Steve Morse - guitarra
Don Airey - teclados
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria

Para fechar este post, temos que considerar o último álbum do Deep Purple. Em 2013 eles lançam um álbum muito bom, superior ao Rapture of the Deep e mostram que apesar dos longos anos de estrada, sua história ainda não acabou. O lançamento deste álbum passou quase desapercebido. Todos estavam esperando o último do Black Sabbath, e foi uma surpresa ver que o Deep Purple havia realizado um excelente álbum.


The Band:
Don Airey – keyboards
Ian Gillan – vocals
Roger Glover – bass
Steve Morse – guitar
Ian Paice – drums

Dedicado ao amigo motivador ANC.




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

BIRTHA - HOT, HARD & MEAN ROCK

Estava fuçando nos blogs musicais, quando ouço este som. Não o conhecia e simplesmente não consegui parar de ouvir. E fui atrás dos álbuns, da história, enfim de tudo que havia disponível sobre a banda. É engraçado como, mesmo tendo uma boa bagagem musical, de ouvir música desde pequenininho, ainda tenho estas belas surpresas que a NET, os blogs e esta moçada me proporciona. A pergunta que fazemos a nós mesmos nesta hora, é: "Como nunca ouvi este som?". O som é bom demais e começo com uma palhinha:

Primeiro esta que não consegui puxar o vídeo: http://youtu.be/BT9cODtJ0kc


E depois esta:



Como vocês ouviram, Birtha foi uma banda de Rock de Los Angeles, liderada por mulheres no começo dos anos 70. A banda era formada por quatro garotas: Shele Pinizzotto (guitarra), Rosemary Butler (baixo), Sherry Hagler (teclados) e Liver Favela (bateria). Todas cantavam e compunham. O grupo se formou em 1968 e imediatamente começou a tocar em Clubs/Bares, fazendo um tour da California ao Alaska, tocando covers. Somente em 1971começaram a trabalhar suas próprias canções. Birtha assinou um contrato com a Dunhill Records em 1972 e lançou seu primeiro álbum "Birtha". Depois deste primeiro álbum, Birtha começou a se apresentar em grandes concertos em todo território americano, Canadá e Europa.

Mais informações sobre Birtha....
Seguem os álbuns desta grande banda:






sábado, 19 de outubro de 2013

Anthony Phillips (from Genesis)


Anthony Phillips é um compositor e guitarrista inglês, sendo também conhecido como um compositor prolífico de música para cinema e televisão, bem como um músico de estúdio. Ele foi um dos membros fundadores da banda Genesis ao lado de Peter Gabriel, Mike Rutherford e Tony Banks com quem gravou os álbuns "From Genesis To Revelation" e "Trespass". Depois de deixar o grupo em 1970, Ant estudou orquestração e harmonia  na "Guildhall School of Music and Drama", em Londres. Após aprovação  nos exames da LGSM , passou a ensinar música, na "Reeds School and Peper Harrow", continuando a compor e a gravar em seu estúdio em sua residência. Ant marcou seu retorno à cena musical-comercial com o lançamento de seu primeiro álbum solo "The Geese & The Ghost", em 1977, e desde então, tem apresentado uma grande e diversificada obra, com dezenas de lançamentos e participações especiais. 


Albuns como "Slow Dance", "Field Day", a série "Private Parts & Pieces" com 11 álbums e a série de quatro volumes "Missing Links" demonstram sua capacidade criativa e diversidade como instrumentista. Entre outros projetos , ele colaborou com Harry Williamson no incrível album "Tarka"  um trabalho instrumental em grande escala e também co-escreveu os temas do musical "Alice" de Richard Scott.


Ant continua a lançar álbuns solos aclamados pela crítica, e cada vez mais sua música tem sido requisitada para cinema e televisão . Também já compôs e gravou  músicas para mais de uma dúzia de programas da série "Survival", em colaboração com o percussionista virtuoso Joji Hirota. Apesar de ser um virtuoso em vários instrumentos, é no violão de 12 cordas que ele se destaca, sendo considerado o melhor do mundo, com sua técnica, precisão e habilidade insuperáveis. Várias suposições foram feitas sobre a decisão de Ant abandonar o grupo Genesis, logo no início da fama. Estas suposições vão desde desentendimentos internos, não estar disposto a viagens constantes, não gostar de se apresentar ao vivo, até a recorrente, seu "pânico do palco". 


Talvez esta última observação seja a mais correta, pois Anthony jamais voltou a se apresentar ao vivo. O máximo que fez, foi apresentações esporádicas nos estúdios de algumas rádios. Isto fica ainda mais evidente, quando exatamente nesta semana, seu site oficial (http://www.anthonyphillips.co.uk/) anuncia um evento nos dias 22 e 23 de março de 2014, em Eichenzell-Welkers na Alemanha, onde Ant estará respondendo as perguntas dos fans e distribuindo autógrafos, mas ele "NÃO IRÁ REALIZAR NENHUMA APRESENTAÇÃO AO VIVO". 


Mas decididamente este fato apenas o guia em direção de composições-execuções extremamente elaboradas, haja visto a técnica utilizada em Field Day (2005) onde o próprio Ant ensaiou durante meses até estar apto para iniciar as gravações. Então...suas músicas nos remetem quase sempre a uma cena medieval, onde o lirismo, a emoção, a beleza e a tranquilidade completam o quadro. 


Seria praticamente impossível realizar uma postagem com a obra completa deste mestre! Porém chegamos muito perto disto!!!

Primeiramente temos um TORRENT (ativo, com 4 seeders) de sua discografia de 1977 até 2005, em mp3!!!


Os 4 álbuns de estúdio que faltam, de 2006 até 2013, estão em links individuais:
(http://www.anthonyphillips.co.uk/discography/albums.htm)


 




Alguns links no YOUTUBE para apreciarmos sua execução:










Este POST foi realizado pelo colaborador William Shakespeare. 
WS  - MUITO OBRIGADO

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pat Metheny - Jazz & Guitar


Pat Metheny pode ser considerado como um dos guitarristas mais originais dos anos 80. O som de sua guitarra e seu estilo são instantaneamente reconhecidos. Os álbuns gravados pelo Pat Metheny Group são muito difíceis de classificar (Folk-Jazz?, Lounge-Jazz, Modern Fusion Mood Jazz?), sendo ao mesmo tempo acessíveis e originais. Sua técnica aliado ao seu estilo Folk-Mood-Fusion sem dúvida nenhuma ampliaram as fronteiras do Jazz. Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo e a cores, em um dos antigos Free Jazz Festivals da década de 90, e foi realmente incrível... Inesquecível!


Iniciando com o trompete já aos 8 anos de idade, Metheny trocou para a guitarra ao 12 anos. Aos 15 anos, já estava trabalhando com os melhores músicos de jazz do Kansas, adquirindo experiência em bandas já muito jovem. Seu primeiro sucesso na cena internacional do jazz foi em 1974. Com o lançamento de seu primeiro álbum, Bright Size Life (1976), segundo a crítica, ele reinventara "o som tradicional da guitarra jazz" para uma nova geração de guitarristas. Durante sua carreira, continuou a redefinir o gênero utilizando novas tecnologias e trabalhando constantemente para refinar sua capacidade sonora e de improvisação no seu instrumento. Confiram o primeiro álbum:

Pat Metheny com apenas 21 anos e acompanhado com Jaco Pastorius. Ambos moleques e já dotados de uma técnica invejável.

Banda:
Pat Metheny - 6-string guitar, electric 12-string guitar
Jaco Pastorius - fretless bass
Bob Moses - drums


Planejando sua carreira com sabedoria, trabalhou primeiro com uma gravadora de grande prestígio na música moderna (ECM), depois em uma gravadora de inclinações pop (Geffen) e finalmente com a multi-nacional (Warner Bros). Flertou com o jazz-rock, com grande sucesso, e chegou mesmo a ter videoclipes exibidos na rede MTV. Segundo os críticos Richard Cook e Brian Morton, "Metheny tornou-se uma figura-chave na música instrumental dos últimos 20 anos". Durante os anos, atuou com músicos tão diversos como Steve Reich, Ornette Coleman, Herbie Hancock, Brad Mehldau, Jim Hall, Milton Nascimento e David Bowie. Formou uma parceria de composição com o tecladista Lyle Mays por mais de vinte anos - uma parceria que foi comparada às de Lennon/McCartney e de Ellington/Strayhorn por críticos e por ouvintes igualmente. O trabalho de Metheny inclui composições para guitarra solo, instrumentos elétricos e acústicos, grandes orquestras, e peças para ballet, com passagens que variam do jazz moderno ao rock e ao clássico.


Duas obras impecáveis dos anos 80:


Offramp is the Grammy Award winning third album by Pat Metheny Group, released in 1982. The album won the Grammy Award for Best Jazz Fusion Performance in 1983.Offramp is the first studio rec ording on which Metheny used the guitar synthesizer.

Banda:
Pat Metheny - guitar synthesizer, guitar, synclavier guitar
Lyle Mays - piano, synthesizer, autoharp, organ, synclavier
Steve Rodby - acoustic and electric bass
Dan Gottlieb - drums
Nana Vasconcelos - percussion, voice, berimbau



Travels is the Pat Metheny Group's first live album, released in 1983. The album consists of two CDs worth of live material recorded in July, October and November 1982, at Philadelphia, Dallas, Sacramento, Hartford and Nacogdoches. Along with Pat Metheny, the album features Lyle Mays, Steve Rodby, Dan Gottlieb and the influence of "special guest" Nana Vasconcelos is noticeably evident on the group's music. The album won the Grammy Award for Best Jazz Fusion Performance in 1983.


E para finalizar, o meu preferido:


Segundo álbum do Pat Metheny Group, lançado em 1979.

Banda:
Pat Metheny - 6 & 12-String Guitar
Lyle Mays - Piano, Oberheim, Autoharp, Organ
Mark Egan - Bass
Dan Gottlieb - Drums


Metheny é um músico que estuda e escreve muito, está aberto a inúmeras influências, e principalmente toca e grava muito. Nesse processo, atira em várias direções, e é inegável que acaba produzindo alguns trabalhos de caráter mais comercial, ainda que agradáveis e perfeitamente bem executadas. Durante anos, Metheny ganhou vários concursos como o "melhor guitarrista de jazz" e prêmios, incluindo discos de ouro para os álbuns Still Life (Talking), Letter from Home e Secret Story. Ganhou também quinze prêmios Grammy Awards sobre uma variedade de categorias diferentes incluindo "Best Rock Instrumental", "Best Contemporary Jazz Recording", "Best Jazz Instrumental Solo", "Best Instrumental Composition". O Pat Metheny Group ganhou sete Grammies consecutivos em sete álbuns consecutivos. Metheny dedica a maior parte de sua vida a turnês e viagens, calculando uma média entre 120 a 240 viagens por ano desde 1974. Continua a ser uma das estrelas mais brilhantes da comunidade do jazz, dedicando tempo aos seus próprios projetos, a novos músicos e aos veteranos, ajudando-lhes a alcançar suas audiências tão como realizar suas próprias visões artísticas.

sábado, 12 de outubro de 2013

Woodstock - Music & Art Fair (3 Days of Peace & Music)


Muito antes dos Mega Eventos, de Rock in Rio, Hollywood Rock entre outros, rolou o Woodstock. Era para ser um show normal, em uma fazendinha afastada, mas uma série de acontecimentos, transformou este despretencioso show em um dos maiores acontecimentos musicais e culturais, marcando uma época e várias gerações. Mesmo tendo passado 44 anos, o Woodstock é lembrado e reverenciado. Esta história tem que ser contada desde o começo. Relaxem e curtam... ( http://www.dw.de/1969-festival-de-woodstock/a-609975 ).


Em 15 de agosto de 1969 começava ao norte de Nova York um festival de rock em que se apresentaram os mais conhecidos músicos do gênero. O evento entrou para a história como auge e crepúsculo da geração hippie. Três dias de música e desconcentração no auge do movimento hippie. Ninguém tinha mais de 30 anos entre os 400-500 mil jovens que acamparam durante três dias, comendo, bebendo, dormindo e fazendo amor ao ar livre. Quem esteve em Woodstock de 15 a 17 de agosto de 1969 afirma que foi a maior manifestação de paz de todos os tempos. Para as más línguas, a descontração foi resultado do enorme consumo de drogas praticado durante o evento pelos jovens representantes da geração "Flower Power".


O que estava planejado era algo totalmente diferente. Os quatro jovens de Bethel, no estado de Nova York, que alugaram para o festival de rock ao ar livre a propriedade rural de Max Yasgur, de 250 hectares, contavam com a participação de no máximo uns 80 mil hippies. Mas, ainda antes de a festa começar, não parava de chegar gente para ouvir The Who, Jimmy Hendrix, Joan Baez, Crosby, Stills and Nash, Jefferson Airplane e muitos outros mais que haviam confirmado presença. Logo foi preciso desmontar as cercas da fazenda, o que ocorreu com toda a calma, porque o pessoal não era de arruaça.





Max Yasgur não cabia em si de contentamento: "Sou um simples camponês. Não sei como falar para tanta gente. Esta é a maior multidão que já se reuniu num lugar. Mas acho que vocês provaram uma coisa para o mundo: que é possível que meio milhão de pessoas se reúnam para ouvir música e se divertir durante três dias — só música e divertimento". O festival em Woodstock não foi o primeiro a ser realizado ao ar livre em fins da década de 60. E, para os hippies de verdade, até hoje o festival de Monterey, realizado na Califórnia no verão setentrional de 1967, continua sendo o acontecimento. Mas a ele compareceram apenas 50 mil pessoas. Woodstock reuniu pelo menos oito vezes mais.

O Woodstock aconteceu em um momento também histórico. 1969 foi um ano que entrou para a história do mundo. Só para citar alguns grandes fatos: Guerra Fria, Guerra do Vietnã, conflitos raciais (Black Power), Contracultura, homem na Lua, Foi um ano de quebra de paradigmas, de contestação e principalmente de mudanças, que influenciariam e mudariam toda a década seguinte, os famosos anos setenta!!!!!


Na Casa Branca, estava instalado Richard Nixon, que incorporava os clichês do governante reacionário em velhos moldes. E o que Woodstock significou, no fundo, foi a rejeição dos Estados Unidos a tudo o que Nixon representava. Nada expressou tão bem essa rejeição quanto a guitarra de Jimi Hendrix, entoando o hino nacional entrecortado pelos sons de bombas. Um ano antes de sua morte, o astro consagrava-se como o maior guitarrista de rock de todos os tempos. Hoje Woodstock tem a aura de um mito, provavelmente também por representar o crepúsculo do movimento hippie. O festival do amor e da paz rendeu lucros para seus organizadores, que ganharam com os áudios e vídeos produzidos sobre o evento. Na lembrança, permanece a imagem de um mar de lama preenchido pelo lixo deixado pelos participantes: a chuva que caiu em Woodstock só fez reforçar o mito.








Hoje vivemos uma época de Mega Shows de Rock, onde tudo é organizado, planejado nos mínimos detalhes. Porém, o evento embrionário dos Mega Concerts não foi bem assim...
Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, apenas um mês depois da famosa aterrissagem da Apollo 11 na Lua, o mundo testemunhou outro passo gigante. O festival Woodstock, no estado de Nova Iorque. Aproximadamente 500 mil pessoas convergiram para uma pequena cidade para escutar três dias de música. O fato de tantas pessoas virem de tão longe em nome da música nos diz algo sobre a experiência humana daquela época...

Mesmo que provavelmente não tenha participado dele, você deve ter ouvido falar sobre o evento conhecido como Woodstock. Você deve ter ouvido que houve sexo, drogas e rock'n roll, ou talvez que houve problemas com comida, limpeza, estacionamento, trânsito e até com água potável. Você possivelmente ouviu que a música estava fantástica: uma seqüência musical pouco provável de acontecer novamente em qualquer outra área. E tudo isso é verdade. Então, vamos dar uma olhada em exatamente como isso aconteceu.
A primeira coisa que precisamos reconhecer é que 1969 foi o auge da contracultura na América. A contracultura hippie incluía o uso de drogas, protestos antiguerra e anticapitalismo, o conceito de amor livre, o movimento de libertação das mulheres, vida em comunidade e muito mais.
Os Estados Unidos estavam divididos. De um lado estava um grupo de norte-americanos que apoiava o país: adesivos com dizeres "Ame-o ou deixe-o" nos pára-choques e apoio à guerra do Vietnã. Do outro lado estava o grupo de norte-americanos conhecidos como hippies: um termo que se tornou conhecido por volta de 1967.
A segunda coisa a ser reconhecida é que o rock já era um grande fenômeno.  Woodstock foi um festival de músicos da contracultura, como Joan Baez, Grateful Dead, The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Crosby, Stills e Nash. Reunir essas bandas e artistas num mesmo lugar transformou o Woodstock num ímã que atraiu pessoas de todo o país.



Tornando Woodstock realidade ( http://lazer.hsw.uol.com.br/woodstock1.htm )
Quatro pessoas são as responsáveis pela idéia que resultou no Woodstock: Artie Kornfeld, Michael Lang, John Roberts e Joel Rosenman. Roberts e Roseman eram jovens ricos que queriam uma idéia que os lançasse como empresários. Kornfield trabalhava na Capitol Records e Lang era um promotor de shows que, em janeiro de 1969, organizou um grande festival (para a época) em Miami, assistido por 40 mil pessoas. Lang se uniu com Kornfield e juntos eles tiveram a idéia de um outro festival de música, mas precisavam de dinheiro. O advogado (em inglês) deles os levou até Roberts e Roseman e os quatro se conheceram em fevereiro de 1969. Em março, a Woodstock Ventures Inc. (WVI) foi fundada  para organizar o evento. Woodstock, N.Y. foi escolhida porque muitos músicos já estavam lá: tanto Bob Dylan quanto Jimi Hendrix  tinham casas no local, por exemplo. Por volta de abril, a WVI já tinha um local e começava a fazer barulho com alguns comerciais. Já estava começando também a contratar as primeiras bandas: US$12.000,00 pela Jefferson Airplane; US$12.500,00 por The Who. Embora estes pareçam números ridiculamente baixos hoje, na época eles equivaliam ao dobro do que as bandas recebiam por seus shows, o que nos mostra como os tempos mudaram. Woodstock foi o evento que fez a fama de muitas dessas bandas e que, ao mesmo tempo, mostrou a todos como era grande o apetite do público pela música.
Então, em julho, apenas um mês antes do evento acontecer, o lugar originalmente escolhido baixou leis que proibiram o festival. Os organizadores lutaram e encontraram um novo lugar: um campo de 600 acres da fazenda de Max Yasgur em Bethel, N.Y. No começo de agosto, aproximadamente 200 mil ingressos tinham sido vendidos antecipadamente, e o que tinha começado como um festival de música para aproximadamente 50 mil pessoas cresceu para 200 mil clientes pagantes, e chegaria a mais do dobro disso. O problema é que não tinha jeito de aquela área abrigar tanta gente; então, quando os músicos começaram a chegar, o engarrafamento ficou gigantesco. Carros foram abandonados no meio da estrada e as pessoas foram andando para o show.



No dia do evento, aconteceram duas coisas impressionantes: primeiro, o festival se transformou num evento grátis. Simplesmente não tinha jeito de controlar a multidão, então os organizadores resolveram liberar a entrada. A cerca ao redor do local foi pisoteada e sumiu. Segundo, a música rolou totalmente. Com todas as estradas bloqueadas, os organizadores tiveram de alugar helicópteros do exército para trazer os músicos.



É difícil acreditar que algo assim poderia acontecer espontaneamente. Era como uma tempestade perfeita: o tempo perfeito no movimento da contracultura, o local perfeito, o zumbido perfeito, a ingenuidade e a inocência perfeitas (imagine tentar agendar tantas bandas de rock atualmente a um custo tão baixo). Foi um perfeito fiasco em quase todos os aspectos, exceto um: a música funcionou. Foi esse sucesso essencial que tornou Woodstock mundialmente famoso.



Estes três dias históricos e mágicos, geraram livros, filmes, estudos, e o mais importante, registros musicais inigualáveis... Os melhores músicos em sua melhor fase!!! Vamos ao som! Pegue o seu ingresso:



Woodstock - The 25th Anniversary Edition Collection (4 CDs)

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