sábado, 19 de maio de 2012

Pink Floyd

Pense em um disco que está na casa de um terço dos ingleses e até hoje é um dos mais vendidos (se não o mais vendido) em todo o mundo. Imagine que esse álbum trouxe evoluções sonoras nunca antes vistas no mundo da música e, pela primeira vez, explorou todo o potencial dos aparelhos estéreo de alta fidelidade que começavam a se popularizar na Europa no início dos anos 70. Este LP é Dark Side of The Moon, a obra-prima do Pink Floyd.
Em seu oitavo LP, a banda inglesa levou a nível máximo os experimentos sonoras que vinha fazendo desde 1967, quando lançou seu primeiro trabalho, The Piper at the Gates of Dawn. Por coincidência ou não, o disco devolveu o Pink Floyd a um sucesso comercial que só havia atingido no início da carreira, quando ainda eram comandados pelo vocalista/guitarrista Syd Barrett.
Com uma lista de nove clássicos eternos do progressivo - Speak to Me/Breathe, On the Run, Time, The Great Gig in the Sky, Money, Us and Them, Any Colour You Like, Brain Damage e Eclipse - o disco condensou em pouco mais de 40 minutos a aproximação mais fiel de um disco pop à cultura lisérgica e da psicodelia. E, por isso, se tornou mais uma daquelas unanimidades intocáveis no mundo do rock.
Adaptado de http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2010/03/23/243450-entenda-a-importancia-de-dark-side-of-the-moon-disco-do-pink-floyd-que-faz-37-anos .

Estima-se que 1 em cada 14 pessoas com menos de 50 anos, nos EUA tenha uma cópia deste álbum.
O tema de Dark Side of the Moon terá sido em parte precipitado pela saída de Syd Barrett um dos membros fundadores dos Pink Floyd.
O álbum contém alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes à época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo. Uma versão quadrifónica, foi também editada com uma nova mixagem. Durante as gravações os Pink Floyd desenvolveram novos efeitos tais como gravações em duas pistas das vozes e guitarras (permitindo a David Gilmour harmonizar consigo próprio), vozes dobradas e efeitos inéditos para aquela época, como ecos e separação dos sons entre os canais. Até hoje, Dark Side of the Moon é uma referência para os audiófilos que o usam para testar a fidelidade dos equipamentos de áudio.
Outra característica do álbum são os trechos de diálogos entre as faixas. O Pink Floyd entrevistou várias pessoas, perguntando-lhes coisas relacionadas com os temas centrais do álbum, como a violência e a morte. O roadie "Roger The Hat" aparece em mais que uma ("giv'em a quick, short, sharp, shock…", "live for today, gone tomorrow, that's me…"). A frase no fim do álbum "there is no dark side of the moon really… matter of fact it is all dark" é do porteiro do estúdio Abbey Road, o irlandês Jerry Driscoll. Paul McCartney foi também entrevistado mas as suas respostas foram consideradas demasiadamente cautelosas para serem incluídas.
Dark Side of the Moon é o álbum que ficou por mais tempo na Billboard 200, tendo permanecido 795 semanas consecutivas e mais de 1000 semanas no total. pouco mais de 15 anos. O álbum chegou a Nº 1 nos EUA, Bélgica e França, até em 2002, 30 anos após o seu lançamento, foram vendidas nos EUA mais de 400.000 cópias, fazendo do álbum o 200º mais vendido desse ano. Em 2003 mais de 800.000 cópias do híbrido SACD de Dark Side of the Moon foram vendidas apenas nos EUA. "Time", "Money", e "Us and them" foram bastante tocadas nas rádios (sendo o single "Money" um sucesso de vendas também).
Dark Side of the Moon foi editado em "Super Audio Compact Disc" (SACD), com uma mistura de som surround 5.1 DSD a partir das fitas de estúdio de 16 faixas, por ocasião do 30º aniversário do seu lançamento. Tornou-se algo surpreendente o facto de James Guthrie ter sido chamado para fazer a mistura do SACD em vez de Alan Parsons, engenheiro do LP original. Esta edição do 30º aniversário ganhou 4 prémios do "Surround Music Awards" de 2003.

Lenda
Claro que, como toda a lenda, Dark Side of The Moon também conta com uma boa dose de misticismo. A lenda mais comum em torno dele é sua suposta sincronia com o filme O Mágico de Oz: segundo essa teoria, é possível usar o disco como trilha sonora para o clássico longa-metragem estrelado por Judy Garland.
Os integrantes do Pink Floyd na época - o baixista e vocalista Roger Waters, o guitarrista e vocalista David Gilmour, o tecladista e vocalista Richard Wright e o baterista Nick Mason - sempre atribuíram o fato a uma mera coincidência, mas a sincronia da trilha com o filme é realmente muito impressionante, como você pode ver no trecho abaixo, que traz os 10 primeiros minutos da montagem.
Se quiserem verificar, dêem uma olhada em:\

Livros
Foram escritos vários livros para relatar e explicar o fenômeno Dark Side. Alguns exemplos em português:

The Dark Side of the Moon - Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd (John Harris)

A obra conta os bastidores da produção de "The Dark Side of the Moon", um disco histórico da banda inglesa Pink Floyd que permanece no gosto das mais diferentes gerações e continua a ser ouvido nos lugares mais distantes do mundo.
Trazendo imagens inéditas e entrevistas exclusivas com os integrantes da banda, o livro revela curiosidades e detalhes que envolvem a histórica gravação, como a superação da saída de Syd Barrett, o ambiente no estúdio, a integração das canções para formar um todo homogêneo, os truques tecnológicos para criar sons até então inimagináveis, a sensibilidade para resumir os sentimentos da juventude. Tudo isso e a incrível universalidade dos temas abordados constituem a matéria desse livro, que fornece ao leitor a chave do mistério do lado escuro da lua.
A obra apresenta ainda um apêndice com informações atuais sobre cada integrante da banda, um anexo com fontes e referências bibliográficas.



A Outra Face de The Dark Side of the Moon -  Fábio Massao Yabushita




Filmes


Pink Floyd: Live at Pompeii é um filme de 1972, com Pink Floyd tocando seis músicas no Piazza Anfiteatro em Pompeia, Itália. Foi dirigido por Adrian Maben e gravado sem platéia.
As performances de Echoes, A Saucerful of Secrets e One of These Days foram filmadas entre 4 e 7 de outubro de 1971. As músicas restantes foram filmadas em um estúdio em Paris, com filmagens de projeções frontais adicionais para inserção nas performances gravadas na Pompeia. As sequências em Paris foram filmadas no final de 1971 e começo de 1972, e podem ser distinguidas pela ausência da barba de Richard Wright.

Em agosto de 1974, outra versão foi lançada combinando o filme original com sessões das gravações do Dark Side of the Moon no Abbey Road Studios. Essas sessões foram, na verdade, gravadas para o filme, pois as gravações do álbum já haviam sido completadas quando tais sessões foram filmadas em janeiro de 1973, enquanto o álbum estava sendo mixado.

INFELIZMENTE OS ÁLBUNS DO DARK SIDE TIVERAM QUE SER DELETADOS.

Influências do "The Dark Side of the Moon" do Pink Floyd

O Dark Side pode ser considerado um marco na música, no Rock. O álbum estava muito evoluído para a época que foi lançado (1973). É considerado por muitos críticos e fãs dos Pink Floyd como sendo a obra prima da banda. O álbum é uma ponte entre o blues rock clássico e a nova (na época) música electrónica. No entanto são os tons mais suaves e as nuances líricas e musicais que fazem com que este álbum seja uma obra à parte. E esta qualidade musical influenciou todos os gêneros, todos os músicos de antes e agora.
As influências do Dark Side se extendem até hoje, e em todos os tipos e gêneros musicais. O Valvulado traz uma série de influências, desde o Jazz até a música paraense desta obra prima musical.


 Cover feito pelo Dream Theater, uma grande banda de Heavy Metal Progressivo (Prog Metal). Esta banda simplesmente adora Pink Floyd e no Dvd desse show o baterista Mike Portnoy aparece completemente emocionado, tocando as músicas do Dark Side.




Dark Side tocado magistralmente em Jazz.




Tributo Dub Reggae ao Dark Side, direto da Jamaica.






Grande homenagem da banda Flaming Lips, estilo indie rock / pós-punk. O Flaming Lips é conhecido por seus arranjos psicodélicos e cheios de camadas, suas letras viajantes e títulos de músicas bizarros. São também aclamados por seus shows elaborados, incluindo roupas de animais, bonecos, projeção de vídeos e complexas configurações de iluminação de palco. Em 2002, a Q Magazine nomeou o grupo Flaming Lips como "Uma das 50 bandas para ver antes de morrer".





Em 2006, a cantora Mary Fahl - ex-vocalista da banda October Project - gravou um álbum em que criou uma releitura do clássico "Dark side of the moon" do Pink Floyd.  Por motivos obscuros, esse álbum  jamais foi lançado oficialmente. Uma homenagem Pop Rock. 




Um álbum surpreendente, que é um tributo ao clássico do Pink Floyd, com a particularidade de ser totalmente cantado à Capella - oito vozes e um percussionista vocal.



 
E, para finalizar, a homenagem brasileira ao Dark Side of the Moon.
Uma homenagem com um sabor salgado e bem peculiar. Um dos maiores discos da história do rock, o antológico The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, recebe uma nova interpretação toda à base da guitarrada paraense, com o carinhoso título de Charque Side of the Moon – em Belém, o charque é a carne bovina salgada preparada para um banquete (em outras regiões conhecida como “Carne-de-sol”) que também denomina, carinhosamente, a genitália feminina.
Luiz Félix, guitarrista e vocalista da banda La Pupuña – e um dos mais fervorosos fãs da banda inglesa – resolveu dar à obra o seu olhar particular sobre o disco de 1973. “A idéia era manter a concepção do disco todo, mas dar a ele um sotaque paraense”, conta o músico, que trabalhou durante 45 dias trancafiado no estúdio do parceiro Fabrício Jomar, co-autor da obra.
Adaptado de http://musicaparaense.blogspot.com.br/2008/04/charque-side-of-moon.html .

Tower of Power - The Best of (2001)

Tower of Power é uma banda de soul funk formada em Oakland, Califórnia. Som para ouvir e dançar...
Palhinha ( http://youtu.be/SN8pWdZhVaM ).

S.O.S Band - The Best of (1995)


A SOS Band foi originalmente formada em 1977. O tecladista e vocalista Jason Bryant, os saxofonistas Billy Ellis e Willie Killebrew, o guitarrista Geno Speight, o baixista John Simpson, o baterista James Earl Jones III e a maravilhosa vocalista Mary Davis formaram inicialmente um grupo chamado Santa Monica que tocava bastante na região de Atlanta, num clube noturno chamado Regal Room. Soul Funk que vale uma palhinha ( http://www.youtube.com/watch?v=OMoqw91FYSM&feature=fvst ).

Paulo Freire - Rio Abaixo Viola Brasileira


Revelação Instrumental do Prêmio Sharp de música, este álbum do cantor, compositor e violeiro Paulo Freire mostra um repertório de canções do norte do estado de Minas, que retratam o verdadeiro som do Grande Sertão.

Mawaca - Pra Todo Canto (2004)


O termo Mawaca (de pronuncia Mauaca), significa cantores-xamãs, que segundo a etnia hausa do norte da Nigéria recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos. Esse nome foi escolhido logo no início da formação do grupo e só depois de algum tempo é que os integrantes descobriram que o termo, com algumas variações na escrita, estava presentes no léxico de outras línguas. O mesmo termo na língua japonesa pode significar canto sagrado, canto harmônico. Para uma tribo de índios do Xingu, são os mensageiros entre as aldeias. É o nome de uma comunidade indígena vive nas margens do rio Orinoco e que praticava a antropofagia e é também o nome de um lugar sagrado de aguas andinas.
Formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de dez línguas, são elas: línguas indígenas brasileiras, espanhol, búlgaro, finlandês, japonês, húngaro, swahili, grego, árabe, hebraico, ioruba e português. Além das cantoras o Mawaca é formado por um grupo instrumental também bastante diverso, tocando instrumentos como: acordeom, violoncelo, flauta, violino e sax soprano, baixo, além dos instrumentos de percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão e marimba.

Orquestra Mediterrânea (2005)


Este disco foi lançado em 2005 pelo selo SESC SP. A gravação foi feita em uma apresentação ao vivo no teatro do SESC pinheiros em agosto de 2005 com 21 músicos de 12 diferentes nacionalidades incluindo 7 músicos brasileiros (França, Itália, Espanha, Marrocos, Líbano, Grécia, Sérvia, Turquia, Romênia, Uruguai, Peru e Brasil). O som reúne músicas populares e até folclóricas dos diversos países tocadas em conjunto com um toque de cada cultura e com arranjos originais da orquestra, sem tirar as caracteriísticas originais de cada tema, sob a regência de Lívio Tragtenberg, Magda Pucci e Carlinhos Antunes.A formação da orquestra, que mistura instrumentos tradicionais com outros, típicos do país de cada músico, é inédita, assim como o repertório, composto por músicas populares desses países, num ecletismo que vai do jazz ao gawa (música de transe hipnótico da região do Marrocos).




domingo, 13 de maio de 2012

Santana - Moonflower (1977)



Moonflower é um álbum ao vivo lançado em outubro de 1977 pela banda de Carlos Santana. O álbum também tem faixas de estúdio, misturadas com as faixas ao vivo, e todas com musicalidade mista de jazz fusion, blues-rock e latin rock. As faixas ao vivo foram gravadas durante a turnê européia do álbum Festival.
Chegou à 10ª posição na parada da Billboard.

Santana - Blues for Salvador (1987)



Blues for Salvador é um álbum solo lançado em outubro de 1987 pelo guitarrista Carlos Santana, e dedicado à sua esposa Deborah Santana. O álbum rendeu a Carlos o "Prêmio Grammy de Melhor Performance de Rock Instrumental" de 1989.
O álbum chegou à 195ª posição na parada da The Billboard 200.
Faixas
1."Bailando/Aquatic Park" (Santana, Thompson, Vialto) – 5:46
2."Bella" (Crew, Santana, Thompson) – 4:31
3."I'm Gone" (Crew, Santana, Thompson) – 3:08
4."'Trane" (Santana) – 3:11
5."Deeper, Dig Deeper" (Crew, Miles, Santana, Thompson) – 6:09
6."Mingus" (Crew, Santana, Thompson) – 1:26
7."Now That You Know" (Santana) – 10:29
8."Hannibal" (Ligertwood, Pasqua, Rekow) – 4:28
9."Blues for Salvador" (Santana, Thompson) – 5:57
Músicos:
Carlos Santana - guitarra
Greg Walker — vocais
Chris Solberg — vocais, guitarra, teclados
Raul Rekow - vocais, vocais de apoio, percussão, congas
Buddy Miles — vocais de apoio
Alex Ligertwood - vocais, percussão
Orestes Vilato - vocais de apoio, percussão, timbales, flauta
Armando Peraza - vocais, percussão, bongô
Alphonso Johnson — baixo
Tony Williams — bateria
Graham Lear - bateria, percussão

David Bowie - 1972 - The Rise & Fall of Ziggy Stardust

 
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars é um álbum do músico e ator britânico David Bowie lançado em 1972. O álbum foi aclamado pela revista Melody Maker como o melhor disco dos anos 70.
O álbum conta a história de um alienígena chamado Ziggy Stardust, que vem para salvar a Terra que seria destruída em cinco anos e acaba formando uma banda chamada "Spiders from Mars". Ele se torna uma estrela e acaba cendendo aos exageros do Rock n' Roll. O álbum termina com o suicídio de Ziggy.

Spyro Gyra - 1985 Morning dance

 Spyro Gyra é uma banda americana de jazz fusion originalmente formada em meados de 1970 na cidade de Buffalo. A música feita pelo grupo americano Spyro Gyra já teve uma série de definições em seus mais de 30 anos de existência. Jazz Fusion, Rock Progressivo, Smoth Jazz, Pop instrumental e o que mais se possa imaginar. Na verdade definir essa banda formada por cinco ‘rapazes’de muito swing é quase impossível.

Jean Pierre Rampal & Claude Bolling- Suite for Flute and Jazz Piano Trio (1975)


Ouvi este vinilzão muitas vezes com o Brother Vini em sua padaria. Bons tempos, bons amigos, boas lembranças através da música...
Suite For Flute And Jazz Piano foi composta por Claude Bolling e gravada em 1975 pelo seu trio (piano, baixo acústico e bateria) e o flautista francês Jean-Pierre Rampal (1922-2000).
A suite é formada por 7 peças onde o compositor mistura com maestria música clássica com jazz. Nos dois últimos videos, além da música tem também o quarteto ensaiando. Uma obra prima de composição e execução.

sábado, 12 de maio de 2012

Grand Funk Railroad - Shinin On (1974)




Grand Funk Railroad (ou simplesmente Grand Funk) é uma banda de rock da década de 1970, descoberta em 1969 no Atlanta Pop Festival, que chegou a ser uma grande sensação do rock para os jovens no final dos anos 60 e começo dos anos 70. O grupo Grand Funk Railroad nasceu em 1964, na cidade de Flint, Michigan, Estados Unidos, quando quatro amigos se juntaram para formar uma banda. Seu nome original era Jazzmasters e não tocavam jazz como o nome sugere, "mestres do Jazz", mas faziam um rock'n roll tão alto quanto seus amplificadores podiam suportar. Era formado por: Mark Farner, guitarra e vocal; Don Brewer, bateria e vocal; Craig Frost, órgão e piano e Don Lester baixo elétrico.
 
 

Stray Cats - 1980 - Stray Cats

Stray Cats foi uma das bandas que mais fez história nas décadas de 80 e 90. Sua maior inovação foi "desenterrar" clássicos dos primódios do rock e reinventá-los de modo simples e pulsante. Tão logo começaram, não deram em nada em sua terra natal. Sua grande chance veio mesmo quando decidiram se mudar "de mala e cuia" para a Inglaterra e por lá consolidarem um estilo que até então era restrito a círculos: o neo-rockabilly.
Formada por Brian Setzer (guitarra), Lee Rocker (rabecão) e Slim Jim Phantom (bateria), essa trupe fez e continua fazendo muito barulho. Em '89 vieram para o Brasil e suas apresentações são lembradas até hoje por todos que presenciaram. Inclusive, a própria TV Gazeta de São Paulo veiculava à exaustão o clipe de "Stray Cat Strut".

Weather Report - 1971 - Weather Report

O local de nascimento do Weather Report foram as sessões de gravação e preparações para os trabalhos de Davis, ‘In A Silent Way” e “Bitches Brew”. Os caminhos do pianista Joe Zawinul e do saxofonista Wayne Shorter, os fundadores do Weather Report, já tinham se cruzado na banda do Maynard Ferguson.
Os músicos originais do WR, além de Shorter e Zawinul, eram o baixista Miroslav Vitous, o percussionista Airto Moreira e o bateirista Alphonse Mouzon. Os outros integrantes da banda foram entre outros, Eric Gravatt, Omar Hakim,Victor Bailey , Alfonso Johnson, Dom Um Romão e Peter Erskine. Depois dos fundadores, o mais famoso foi o virtuoso baixista Jaco Pastorius.
Apesar dos problemas pessoais, o que se percebia era o declínio de Shorter em suas músicas e na banda. O Weather Report permaneceu como uma força por mais de 15 anos (1970-1985). As melhores gravações do Weather Report estão nos discos “Wheather Report”, “I Sing The Body Eletric’ e “Heavy Weather”(o álbum vendeu mais de 400.000 unidades, muito em função do hit "Birdland").

Banda União Black - Banda União Black (2006)


Grupo de soul-music formado no Rio de Janeiro em meados da década de 1970. Conjunto originário do movimento Black Rio, seu único membro fixo era o vocalista Gérson King Combo, sendo os músicos convidados para shows e gravações. No ano de 1977 gravou o disco "Banda União Black", pela Polydor, no qual foram incluídas "Geração black", "A vida", "Só eu e você", "União black", "Black Rio", "Voulez vous", "Melô do bobo", "Abelha africana", "Sou só", "Quando alguém está dormindo", "A família black" e "Laço negro". A banda ficou quase duas décadas sem nenhuma atividade e no ano de 2004, com integrantes originais da primeira formação, participou do disco "Black music Brasil", do qual também fizeram parte Carlos Dafé, Lúcio Sherman, Don Mita, Mariano Brown, Luís Vagner, Valmir Mello, Don Richard e Paulinho de Souza. No CD, lançado pleo selo SomSicam, interpretou três faixas: "Eu pensei" (Bira e Mariano Brown); "Cris vacilou" (Ivan Tiririca, Lula C. Barreto e Cláudio Café) e "Zorra total" (Cláudio Café, Ivan Tiririca e Lula C. Barreto).[fonte]
Vale a pena conferir este álbum excelente da banda União Black. O repertório traz 10 faixas com o melhor do estilo, incluindo "Everyone´s a Winner", "Na Palma da Mão" e "Yeah Yeah Yeah", alguns dos destaques.
Faixas:
1. Everyone´s a Winner
2. Yeah Yeah Yeah
3. Africa Hot Band
4. Tudo Azul
5. Melô do Lula
6. Been So Long
7. Escorpião
8. Astral
9. Na Palma da Mão
10. Cris Vacilou

http://quintalcultural.blogspot.com.br/2007/10/banda-unio-black-banda-unio-black-2006.html


Milton Nascimento & Lo Borges - Clube de Esquina (1972)







Um dos mais influentes e importantes discos da música brasileira completou quarenta anos. O disco em questão é “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento e Lô Borges. Muito além de uma simples junção de duas ruas, ele foi um encontro de poesia, de literatura, de almas e de música. É um dos álbuns citados no livro “1001 álbuns que você deve ouvir antes de morrer” e foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o sétimo melhor disco brasileiro de todos os tempos. O Clube da Esquina, além de ter sido um dos movimentos musicais mais importantes da cultura nacional, rendeu belos frutos, como esse álbum.
Nada será como antes
O disco “Clube da Esquina” foi, sem dúvida, um divisor de águas da música brasileira por trazer inovações harmônicas e rítmicas para a época: as várias cores musicais do erudito de Wagner Tiso, do canto gregoriano do Milton Nascimento, as letras bem elaboradas de Márcio Borges, Fernando Brant e Ronaldo Bastos, o jazz de Toninho Horta e pop beatle de Beto Guedes e Lô Borges. Junte a tudo isso as diferentes referências culturais do grupo: o cinema de Truffaut, filosofia existencialista de Sartre, a literatura beatnik, a cultura cigana, o estilo de vida do interior mineiro. Dentre os muitos clássicos, a música “O trem azul”, de Lô Borges, é uma balada estilo blues, com letra fortemente influenciada pelo livro “On the Road”, de Jack Kerouac. A canção já foi gravada até por Tom Jobim. “Nada será como antes”, cantada por Milton, é uma canção poderosa, de estrada e de resistência à Ditadura. Em “Tudo que você podia ser”, a tônica são as questões existenciais. Por seu turno, “Trem de doido”, tem um sabor beatle e uma ótima letra. Destaque para guitarra solo de Beto Guedes. Por fim, “Paisagem da janela”, de Lô e Fernando Brant, é uma grande balada, tema de novela e, talvez, a mais conhecida do álbum.
O “Clube” é o estilo de música mais influente da música brasileira, depois da Bossa Nova. Músicas delicadas, cheias de encanto e sutilezas fizeram a cabeça de muitos grupos de Minas, como Skank, Pato Fu e 14 Bis, e músicos da categoria de Caetano Veloso, Rita Lee, Gilberto Gil e Chico Buarque. O álbum também é conceituado internacionalmente, Belle and Sebastian, Paul Simon, James Taylor, Peter Gabriel e Björk estão entre os fãs. Artistas da MPB atual também reverenciam a obra, o cantor Lenine afirma: “‘Cais’ é muito emblemática. Foi a primeira canção do disco que me chacoalhou! Aquele sentimento praieiro, pós-Dorival, foi um porto seguro para minha alma irrequieta de adolescente roqueiro. Já Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos), pondera: “‘Um girassol da cor do seu cabelo’ é a música mais bonita do álbum. É difícil ouvir hoje em dia os discos considerados clássicos, já que os ouvi muito, principalmente os dos anos 1960 e 1970, época muito fértil. Assim como trabalhos de Tom Zé, Chico Buarque e Tom Jobim do período, acredito que o álbum ‘Clube da Esquina’ apontou caminhos para a música brasileira”.

Paulinho da Viola - Bebada Chama


Paulinho da Viola nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de Novembro de 1942. É um dos nossos últimos representantes do verdadeiro samba brasileiro. Dono de uma voz que consegue transmitir sua doçura, e de um fraseado que não existe mais dentro do samba brasileiro, é chamado de "Príncipe" por alguns dos grandes nomes da MPB, como Gal Costa e Caetano Veloso.
Foi lançado por Cartola, quando se apresentou no Zicartola, no Rio. A partir daí seguiu compondo o que acreditava samba - o que acabou por deixá-lo isolado dentro do cenário da MPB - não se compunha mais samba desse jeito, com tanta poesia.
Integrante e filho da Portela - teve uma desavença com os diretores da escola quando compôs Sei Lá Mangueira, gravada por Elizeth Cardoso.  Provando a quem pertencia seu coração, compôs Foi Um Rio que Passou em Minha Vida - e nunca mais desfilou em sua escola.
Paulinho já estava há algum tempo sem lançar novos discos - então vieram "Bêbado Samba", "Bebadachama", "Sinal Aberto" (com Toquinho) e, em 2003, o belíssimo "Meu tempo é hoje", pela Biscoito Fino. Ouvir os seus trabalhos é um prazer sem limites, prova que o verdadeiro samba está aí, mais vivo do que nunca. 

Yamandu Costa - Yamandu (2001)

Nasceu na cidade gaúcha de Passo Fundo. Filho da cantora Clari Marson e do trompetista e violonista Algacir Costa, líder do grupo Os Fronteiriços, Yamandú cresceu em meio à música. Aos quatro anos, quando sua família apresentava-se num bar em Porto Alegre, seu pai chamou o garoto ao palco para cantar. Aos sete, Yamandú - que em tupi-guarani significa "precursor das águas" - começa a aprender os primeiros acordes no violão. Sob protestos dos pais, Yamandú largou de vez os estudos e passou a se dedicar integralmente ao violão, exigência imposta por seu pai. A partir daí começou a estudar teoria com o próprio pai e, na noite boêmia, aprendeu a tirar músicas de ouvido. Suas maiores influências são Tom Jobim, Astor Piazzolla, Radamés Gnattali, o violonista argentino Lúcio Yanel, o som regional gaúcho e canções tradicionais latino-americanas. Em 2001, venceu o 4º Prêmio Visa de MPB. Em sua apresentação no Free Jaz, no mesmo ano, arrancou múltiplos aplausos da platéia, mostrando com energia seu estílo e presença de palco. Ainda naquele ano, lança “Yamandú”, seu primeiro trabalho, produzido por Maurício Carrilho.
 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maestro Baruel

Agora o Valvulado conta com a perspicácia, o bom gosto do Maestro Baruel.

O Grande Maestro influenciou gerações, distribuiu, compartilhou sua generosidade musical com metaleiros, funkeiros, MPBeiros sempre indicando o som perfeito. Sempre tinha um som novo de uma banda que você nunca ouviu falar, ou um disco raríssimo de uma banda conhecida.
Maestro Baruel, muito obrigado por compartilhar seu acervo musical.






Gilberto Gil - Cidade de Salvador (1974)


No início de 1973, Gilberto Gil entrou no moderno estúdio de 8 canais da Polygram - na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - para gravar um novo álbum de carreira. Um ano depois de "Expresso", ele tinha diversas músicas prontas e uma banda afinadíssima por conta de inúmeros shows Brasil adentro. Logo nas primeiras sessões gravou, com participação de Dominguinhos, duas músicas para um compacto urgente: "Eu Só Quero um Xodó" e "Meio de Campo", após o que pôde mergulhar profundamente nas sessões do álbum.
Finalmente lançado no mercado 25 anos após sua gravação,"Cidade do Salvador" traz em seu repertório algumas músicas inéditas e também algumas pérolas que, nos meses e anos seguintes, foram sendo aproveitadas pelo próprio Gil ou por seus colegas.
"Cidade do Salvador" traz em seu repertório algumas músicas inéditas e também algumas pérolas que, nos meses e anos seguintes, forma sendo aproveitadas pelo próprio Gil ou por seus colegas. Na ordem: "Edyth Cooper" foi gravada em 1974 pelo artista (hoje transformista) Edy Star; "Iansã foi magistralmente gravada por Maria Bethânia; "Doente, Morena" e "Ladeira da Preguiça" entraram para o repertório de Elis Regina; "Rainha do Mar", original de Dorival Caymmi, acabou ganahando versão de Gal Costa; e "Duplo Sentido", composta como um bolero para Roberto Carlos, acabou sendo gravada por Jards Macalé. As músicas do disco guardam algumas histórias. "Essa é pra tocar no rádio" foi gravada em dois takes e o segundo, eleito como o melhor, ganhou uma sanfona de Dominguinhos e acabou entrando para o disco "Refazenda" (75) após alguns enxertos. Aqui ela entra em seu primeiro take, gravado ao vivo no estúdio com a energia de uma banda de palco. Já na sequência acústica, Gil nos apresenta a versão original de "Tradição", regravada para lançamento em "Realce" (79); e, em seguida, uma performance de "Nega na Janela", samba que sempre fez parte de seu repertório nos shows e que ganhou versão definitiva no LP "Antologia do Samba-Choro" (78). Já a faixa-título "Cidade do Salvador", apresentada por Gil nos shows da época como "a mais mineira de suas composições, por ter sido inspirada em Milton Nascimento", relamente nos remete a uma interpretação de Bituca. Fechando o dico, músicas lançadas em compactono correr do ano de 1974: "Eu preciso aprender a só ser", lado B de "Maracatu Atômico" - que entra no disco primeiramente num take interrompido e depois na versão lançada comercialmente, para finalmente voltar para fechar o disco numa longa regravação eletrificada, que acabou sendo descartada em favor da primeira. "Todo dia é dia D", gravada por Gil para um compacto-brinde de um livro nos anos 70, sob produção de Waly Salomão, aparece comercialmente pela primeira vez. E "Esses moços (Pobres moços)", feita para um compacto-duplo em homenagem a Lupicínio Rodrigues, completa as gravações desta fase antes de termos uma curiosidade: a versão original de "Meditação", música instrumental que - uma vez letrada - acabou sendo totlamente regravada para "Refazenda". É uma boa maneira de fechar oficialmente o disco, mas temos ainda duas faixas bônus criadas em clima de pandemônio no estúdio , ao término das sessões em 1974. Com o passar dos meses, "Cidade do Salvador" foi ficando para trás, novas músicas foram sendo feitas e, já na virada de 74 para 75, novos trabalhos surgindo. O lançamento deste disco preenche a incrível lacuna de três anos que existe entre "Expresso 2222" e "Refazenda" - comum nos dias de hoje, mas absurda nos tempos em que gravava-se até mais do que um disco por ano.
Adaptado de http://old.gilbertogil.com.br/disconew/dc02.htm .





Jards Macalé (1972)



Esse disco é uma aula de jazz, ou melhor, de música instrumental brasileira. A diferença é que o instrumental vem acompanhado de letras fantásticas. Waly Salomão, Gilberto Gil e Luiz Melodia são alguns dos letristas do disco. 'Jards Macalé (1972)' é o disco de estréia dessa figurinha carimbada da MPB. O instrumental é composto basicamente de violão, baixo e bateria. Sonzeira que dá gosto de ouvir!

Di Melo - Di Melo [1975]


Não é de hoje que Pernambuco colabora com a qualidade da música brasileira. Em 1975, Di Melo lançava seu disco mostrando para o Brasil que o swing não ficava só no eixo Rio – São Paulo. Seguidor de Tim Maia e contemporâneo de Cassiano e Hyldon... Sonzeira.

Cabruêra - 2001 Cabruêra


Cabruêra é um grupo musical brasileiro, formado na Paraíba em 1998, e cuja principal característica é misturar influências do cancioneiro popular nordestino com diversas tendências musicais. O grupo está a 10 anos na estrada tocando para platéias dos mais diferentes idiomas, com passagens por importantes festivais no Brasil e na Europa.
Formada por alunos da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande (PB), a banda reúne quatro músicos com diversas influências.
O primeiro CD foi gravado em 2000 e relançado em 2001 pela Nikita Music. Ainda em 2001, o grupo fez sua primeira excursão à Europa recebeu o Kikito de "Melhor trilha sonora" no Festival de Gramado, pelo curta-metragem "A Canga", de Marcus Villar. No final daquele ano os integrantes do grupo se mudaram para o Rio de Janeiro.
Participou de festivais na Inglaterra, Dinamarca, Itália, República Tcheca, Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Suíça e Portugal, e seu segundo álbum foi lançado mundialmente em 2005 pela gravadora alemã Piranha Records. Teve músicas incluídas em diversas coletâneas lançadas no Brasil, Japão, EUA, Portugal, França e Alemanha. Também teve músicas sincronizadas em filmes e documentários no Brasil, EUA e Europa.
Em 2010 lançaram o Visagem, e nesta última sexta (23/04/10) gravaram o DVD em comemoração aos 10 anos da banda no Ponto de Cem Réis (Praça Vidal de Negreiros), no Projeto "Som das Seis", da Prefeitura Municipal de João Pessoa.
“Visagem” foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural.
Patrocínio: Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo a Cultura.
Adaptado de http://prisaosemparedes.blogspot.com.br/2010/04/cabruera-discografia.html

Segue também um trabalho mais recente:


Eddie - Sonic Mambo (1998)


Eis aqui o primeiro disco da banda pernambucana de Olinda que mistura rock com influências de elementos regionais. O Eddie fazia parte do movimento Mangue, originado em Recife e encabeçado por Chico Science & Nazão Zumbi e Mundo Livre S/A. Os caminhos mais tortuosos fizeram a banda ser a última a gravar, a Eddie foi a primeira banda da cena mangue a gravar um disco no Estados Unidos por uma gravadora grande, a Roadrunner. Apesar de estar no movimento desde o início só gravaram em 1998. Na época de lançamento de seu debut o Eddie era formado por Fábio Trummer (vocal e guitarra), Roger Man (baixo), Bernardo (bateria), Fred Eremita (percussão) e Karina Buhr (percussão), essa formação hoje já não existe mais. Tem quem diga que este é o melhor registro da banda, com certeza é o mais rock...

Adaptado de http://www.hominiscanidae.org/2011/04/eddie-sonic-mambo-1998.html

Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico - Pastiche Nagô (2008)


Kiko Dinucci Nasceu em São Paulo em 1977. Como compositor trabalha diretamente com a musicalidade paulista e paulistana influenciado por compositores como Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Geraldo Filme, Raul Torres e compositores contemporâneos como Itamar Assumpção, Luiz Tatit, Wandi Doratioto, entre outros. Seu cancioneiro é composto de Sambas, Lundus, Jongos, Batuques, Fox Trots, Cumbias, Rumbas, Boleros, Emboladas, Jazz, Macumbas e Modas de Viola.

Trabalha atualmente com o Bando AfroMacarrônico composto de um repertório de músicas de sua autoria.

Totonho & Os Cabra (2001)


A música de Totonho leva adiante as idéias de Chico Science, com ênfase ainda maior na invencionice – e na vontade de contemporaneizar o sertão nordestino. Lançando mão generosamente da eletrônica, Totonho obtém um raro efeito de estranhamento no casamento da rusticidade de sua voz (aparentada à de Lenine) com os blips e blops sintetizados. É puro samba do paraíba doido, não raro desgovernado, mas que inevitavelmente impressiona pela vitalidade.

domingo, 6 de maio de 2012

Jean-Luc Ponty - 1979 Live



Filho de músicos (o pai era professor de violino e a mãe de piano), este violinista francês começou na área musical ainda quando pequeno, Começou a tocar aos 11 anos, completando seus estudos no final de sua adolescência, no Conservatório Nacional de Paris. Apesar de sua sólida formação erudita, foi no post-bop e no fusion que Ponty encontrou seu verdadeiro caminho, tocando na mítica banda "The Mothers of Invention" de Frank Zappa, fazendo colaborações junto à seu conterrâneo e também influenciador Stephanie Grappelli e passando pela segunda formação da Mahavishnu Orchestra.Partiu para carreira-solo e consolidou-se de vez como um dos expoentes no desenvolvimento e evolução do violino elétrico (a Zeta Violin desenvolveu, um moderníssimo modelo de interface MIDI especialmente para ele), bem como na introdução deste instrumento na vanguarda do jazz-rock nos anos 70, além de inspirada exploração de texturas eletrônicas em sequencers e sintetizadores.
Gravado durante alguns shows em São Francisco,Santa Barbara, Califórnia e Los Angeles, Live mostra toda a competência de Ponty como músico e compositor,e sua banda azeitadíssimos e tocando como nunca , preste atenção na cozinha da banda na execução das músicas.O disco inicia com a música Aurora dividida em 2 partes,sendo a 1ª mais progressiva.A partir da segunda parte da música a veia jazz rock de Ponty nos é mostrada explicitamente até a última faixa. Imaginary Voyage segue o tradicional arranjo de estúdio, também dividida em 2 partes onde o batera Casey solta o braço em ambas partes sendo na minha opnião o destaque, juntamente com o baixista que arrebenta num groove. E assim segue o disco que em cada faixa um integrante ou mais da banda, vão mostrando serviço em prol da boa música. O disco é de uma produção de dar inveja , muito bem gravado, mixado e masterizado... (adaptado de http://fredyharp-vitrinedorock.blogspot.com.br/2011/05/o-solitario-violino-do-jazz-jean-luc.html ).