quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A História e a Música de Frank Vincent Zappa: The Fight for Good Music - Capítulo IV


Continuando de onde paramos no Capítulo III:

Zappa lançou Bongo Fury, em 1975, que trazia ao vivo gravações de uma turnê do mesmo ano em que se reuniu brevemente com o Captain Beefheart. Eles perderam contato por um certo período de anos, mas retomaram pelo final da vida de Zappa. Ainda em 1975, Bongo Fury também representa a primeira participação de Terry Bozzio com Zappa. A partir daí, este grande batera se torna uma figura constante nas criações. Zappa lançou o excelente álbum One Size Fits All (meu favorito), mas começou a arrumar muita confusão com as gravadoras.  A relação de Zappa com o seu empresário de longo tempo Herb Cohen encerrou-se em 1976. Zappa processou Cohen por este ter tirado mais do que estava combinado da DiscReet Records, assim como por ter assinado atos contratuais com os quais Zappa não estava de acordo. Cohen ajuizou ação contra Zappa em resposta, o que bloqueou o dinheiro deste, e ganhou em um acordo fora do tribunal com a MGM os direitos das primeiras gravações dos Mothers of Invention. Isso também impediu o acesso de Zappa a qualquer material seu anteriormente gravado durante ensaios. Zappa assim levou as suas próprias cópias do álbum de rock Zoot Allures (1976) diretamente à Warner Bros., desse modo evitando a DiscReet.



Frank Zappa – lead guitar, vocals
Captain Beefheart – harp, vocals, shopping bags (also soprano sax)
George Duke – keyboards, vocals
Napoleon Murphy Brock – sax, vocals
Bruce Fowler – trombone, fantastic dancing
Tom Fowler – bass, also dancing
Denny Walley – slide guitar, vocals
Terry Bozzio – drums, moisture
Chester Thompson – drums (on "200 Years Old" and "Cucamonga")
Robert "Frog" Camarena – vocals on "Debra Kadabra" (uncredited)





Frank Zappa
Ruth Underwood
Napoleon Murphy Brock
Ralph Humphrey
Chester Thompson
Tom Fowler
Bruce Fowler
Walt Fowle
George Duke
plus special guest Irma Coffee





Esta foi a última formação da banda de Zappa e considerada uma das mais talentosas versões do The Mothers of Invention, com George Duke, Chester Thompson, Ruth Underwood, Tom Fowler e Napoleon Murphy Brock. O Álbum em si apresenta um Zappa mais complexo e faixas conhecidas, como "Inca Roads". Um dos heróis de Zappa, Johnny "Guitar" Watson aparece como convidado em duas faixas.

Frank Zappa
George Duke
Ruth Underwood
Johnny "Guitar" Watson
James "Bird Legs" Youman
Chester Thompson 
Tom Fowler
Captain Beefheart (creditado como 'Bloodshot Rollin' Red')
Napoleon Murphy Brock




Frank Zappa
Terry Bozzio
Davey Moiré
Andre Lewis
Roy Estrada
Napoleon Murphy Brock 
Ruth Underwood 
Captain Beefheart – harmonica (credited as "Donnie Vliet")
Ruben Ladron de Guevara 
Ian Underwood 
Bruce Fowler
Sal Marquez
Dave Parlato 
Lu Ann Neil
Sparky Parker 


Na metade dos anos 1970, Zappa preparou material para o projeto de um álbum quádruplo, Läther. O LP continha todos os aspectos dos tons musicais do rock de Zappa, trabalhos orquestrais, instrumentais complexos e a os solos de guitarra um tanto distorcidos que são sua marca. Cautelosa sobre um LP quádruplo, a Warner Bros. Records recusou-se a lançá-lo. Zappa tentou um acordo com a Mercury-Phonogram, e impressões de testes foram feitas no final de outubro de 1977, mas a Warner Bros. impediu o lançamento alegando direitos sobre o material. Zappa respondeu indo ao ar na estação de rádio KROQ, de Pasadena, permitindo-a que tocasse Läther e encorajando os ouvintes a que fizessem as suas próprias gravações. Um imbróglio legal entre Zappa e a Warner Bros. seguiu-se, durante o qual nenhum material do artista foi lançado; isso durou mais de um ano. Finalmente, a Warner Bros. lançou partes principais de Läther, contra a vontade de Zappa, como quatro álbuns individuais com promoção limitada. Läther foi lançado postumamente em 1996.






Como o disco apareceu na história, resolvemos postá-lo, mesmo tendo sido lançado em 1996. Muitos músicos participam deste disco, e não dá para listar todos...

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Apesar de Zappa ao final ganhar os direitos de todo o seu material criado sob os contratos com a MGM e a Warner Bros., os vários processos judiciais significaram que, por um período, as únicas receitas do músico vinham das turnês, que ele, assim, realizou vastamente em 1975-1977 com bandas relativamente pequenas e orientadas ao rock. O baterista Terry Bozzio tornou-se um membro regular da banda, Napoleon Murphy Brock ficou nela por um tempo e o baixista original da Mothers of Invention, Roy Estrada, também juntou-se ao grupo. Entre outros músicos, estavam o baixista Patrick O'Hearn, o cantor e guitarrista Ray White e o tecladista Eddie Jobson. Em dezembro de 1976, Zappa apareceu como convidado musical no programa televisivo Saturday Night Live. As apresentações incluíam uma colaboração musical improvisada com o membro do elenco John Belushi durante a peça instrumental "The Purple Lagoon". Belushi apareceu como o seu personagem Samurai Futaba tocando saxofone tenor enquanto Zappa regia.


E nessa mesma época, Zappa fez vários shows, muitos registrados em Bootlegs de qualidade (alguns nem tanto...).



The eyes of Osaka (1976) 


Recorded Live In Osaka, Japan On February 3rd, 1976 

Frank Zappa
Napoleon Murphy Brock
Andre Lewis
Roy Estrada
Terry Bozzio




March 4, 1976
Deutschlandhalle
Berlin, Germany


 Philly '76 (1976)



October 29, 1976 at the Spectrum in Philadelphia, PA

Frank Zappa - lead guitar, vocals
Lady Bianca - vocals, keyboards
Ray White - rhythm guitar, vocals
Eddie Jobson - keyboards, violin
Patrick O'Hearn - bass, vocals
Terry Bozzio - drums, vocals



Conceptual Continuity (1976) 
1. Stinkfoot/Dirty Love /Wind Up Workin' In A Gas Station 17:44
02. The Torture Never Stops/City Of Tiny Lights 21:09

Recorded at Cobo Hall, Detroit, Michigan - November 19, 1976

Franz Zappa: lead guitar/vocals
Ray White: guitar/vocals
Eddie Jobson: keyboards
Patrick O'Hearn: bass
Terry Bozzio: drums



Miami Matine (1976-10-16)

University of Florida, Miami, 16-Oct-1976
Felt Forum, New York, 31-Oct-1976

Side A
01. Intro
02. Stink-Foot [including poodle lecture]
03. Dirty Love
04. Wind Up Workin' in a Gas Station
05. Tryin' to Grow a Chin

Side B
06. Rudy Wants to Buy Yez a Drink
07. Would You Go All the Way?
08. Daddy, Daddy, Daddy
09. What Kind of Girl Do You Think We Are?
10. Dinah-Moe Humm
11. The Purple Lagoon



Side A
12. You Didn't Try to Call Me 
13. Advance Romance
14. Stranded in the Jungle

Side B
15. Black Napkins
16. Muffin Man


Frank Zappa
Ray White
Terry Bozzio
Patrick O'Hearn
Eddie Jobson
Lady Bianca Thornton/Odin


Titties and Beer - Zoot Allures Live in Paris (1977-02-03)

Titties & Beer (Zoot Allures Live in Paris) (LP)
Pavillon de Paris, 03-Feb-1977 

1. The Illinois Enema Bandit [only the last part]
2. My Guitar Wants to Kill Your Mama
3. Tryin' to Grow a Chin
4. Broken Hearts Are for Assholes
5. Dong Work for Yuda [not listed, a capella version]

6. Manx Needs Women [not listed]
7. Titties & Beer [listed on side one instead]
8. Le Serviette Noir ["Black Napkins"]

Frank Zappa
Ray White
Eddie Jobson
Patrick O'Hearn
Terry Bozzio
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A banda de Zappa na época, com adições de Ruth Underwood e uma seção de sopros (destacando-se Michael e Randy Brecker), apresentou-se durante o Natal em Nova Iorque; cujas gravações apareceram em um dos álbuns lançados pela Warner Bros., Zappa in New York (1978). Ele mistura instrumentais intensos tais como "The Black Page" e canções de humor como "Titties and Beer". A primeira composição, escrita originalmente para bateria, mas depois desenvolvida para bandas maiores, é notória pela sua complexidade de estrutura rítmica, mudanças radicais do tempo e da métrica, e passagens curtas densamente arranjadas. Zappa in New York apresenta uma canção sobre o criminoso sexual Michael H. Kenyon, "The Illinois Enema Bandit", que traz Don Pardo fazendo a narrativa inicial da canção. Como muitas canções do álbum, contém numerosas referências sexuais, muitos críticos o desaprovaram e se sentiram ofendidos pelo seu conteúdo. Zappa respondeu ao criticismo alegando que ele era um jornalista relatando a vida, assim como ele viu os fatos. Prevendo a sua luta posterior contra a censura, ele comentou: "O que você faz de uma sociedade que é tão primitiva que se agarra em acreditar que certas palavras no seu idioma são tão poderosas que podem corromper você no momento em que você as ouve?" Ainda em 1978, foi lançado Studio Tan, sem o consentimento de Zappa, que continha suítes complexas de tons instrumentais gravados entre 1973 e 1976, e que foram negligenciados em meio aos problemas legais.



 Palladium , New York City, December 1976.

Frank Zappa – conductor, lead guitar, vocals, producer; guitar overdubs
Ray White – rhythm guitar, vocals
Eddie Jobson – keyboards, violin, vocals
Patrick O'Hearn – bass guitar, vocals
Terry Bozzio – drums, vocals
Ruth Underwood – percussion, synthesizer, and various humanly impossible overdubs
Don Pardo – sophisticated narration
David Samuels – timpani, vibes
Randy Brecker – trumpet
Mike Brecker – tenor sax, flute
Lou Marini – alto sax, flute
Ronnie Cuber – baritone sax, clarinet
Tom Malone – trombone, trumpet, piccolo
John Bergamo – percussion overdubs
Ed Mann – percussion overdubs
Lou Anne Neill – osmotic harp overdub




Primeiro registro de Ike Willis.
Recorded at Circus Krone, Munich - September 8, 1978


Frank Zappa: lead guitar/vocal 
Ike Willis: guitar, vocals 
Denny Walley: slide guitar, vocals
Tommy Mars: keyboards, vocals
Peter Wolf: keyboards 
Ed Mann: percussion 
Arthur Barrow: bass
Vinnie Colaiuta: drums

Tracks 6 & 7:
Frank Zappa: guitar, vocals
Mark Volman: vocals 
Howard Kaylan: vocals 
Jeff Simmons: bass, vocals
George Duke: keyboards 
Ian Underwood: keyboards
Aynsley Dunbar: drum




September 21, 1978
Mid-Hudson Center, Poughkeepsie, NY

Frank Zappa
Arthur Barrow
Vinnie Colaiuta
Denny Walley, Frank Zappa, Ike Willis
Peter Wolf 
Tommy Mars
Ed Mann




Frank Zappa – lead guitar, vocals
Vinnie Colaiuta – drums
Arthur Barrow – bass guitar
Patrick O'Hearn – bass guitar
Tommy Mars – keyboards
Denny Walley – guitar, vocals
Peter Wolf – keyboards
Ed Mann – percussion
L. Shankar – violin (track 7 and 13)





Frank Zappa / lead guitar& vocals 
Ike Willis / guitar & vocals 
Denny Walley / slide guitar& vocals 
Tommy Mars / keyboards& vocals 
Peter Wolf / keyboards 
Ed Mann / percussion 
Arthur Barrow / bass 
Vinnie Colaiuta / drums





October 13, 1978 at The Capitol Theatre in Passaic, NJ

Frank Zappa - guitar, vocals
Denny Walley - slide guitar, vocals
Ike Wiilis - guitar, vocals
Patrick O'Hearn - bass 
Arthur Barrow - bass 
Tommy Mars - keyboards
Peter Wolf - keyboards
Vinnie Colaiuta - drums
Ed Mann - percussion





Frank Zappa – guitar, vocals, percussion
George Duke – keyboards
John Berkman – piano
Tom Fowler – bass guitar
Terry Bozzio – drums
Davey Moire – vocals
Eddie Jobson – keyboards, yodeling
Max Bennett – bass guitar
Paul Humphrey – drums
Don Brewer – bongos
James "Bird Legs" Youmans – bass guitar
Ruth Underwood – percussion, synthesizer
Michael Zearott – conductor
Pamela Goldsmith – viola
Murray Adler – violin
Sheldon Sanov – violin
Jerry Kessler – cello
Edward Meares – upright bass
Bruce Fowler – trombone
Don Waldrop – trombone
Jock Ellis – trombone
Dana Hughes – bass trombone
Earle Dumler – oboe
JoAnn Caldwell McNab – bassoon
Mike Altschul – flute
Graham Young – trumpet
Jay Daversa – trumpet
Malcolm McNab – trumpet
Ray Reed – flute
Victor Morosco – saxophone
John Rotella – woodwind instruments
Alan Estes – percussion
Emil Richards – percussion
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Alguns discos foram obtidos em: 


Estes álbuns cobrem boa parte da carreira do Zappa até 1978 (mas o cara tem muito Bootleg)

Aguardem Capítulo V

domingo, 30 de agosto de 2015

Amy Jade Winehouse - A Revolution in the Soul Music


A primeira vez que ouvi Amy Winehouse foi inesquecível. A música era Rehab e fiquei impressionado com tudo... O visual com o cabelão, o corpinho pequeno, as tatuagens, não combinava,m com o vozeirão de Diva (eu jurava que a voz era negra, com o típico visual Soul Jazz, tipo a Aretha Franklin). A banda com músicos excelentes, dançando com uma coreografia relax... Simplesmente adorei e me perguntei como eu não a conhecia. Amy estava em seu auge, dançando, gritando e já dava uns goles entre uma música e outra, o que achei irreverente também... Gostei de tudo... A voz, a música, as letras e a atitude Rock'n'Roll, estilo Keith Richards. O mundo era dela e estava pouco se importando com o que achavam, compartilhando seu talento indiscutível. Um som de primeira, revolucionário, triste e forte, soul, jazz e blues, saindo do firmamento dos Deuses e tocando os pobres mortais. Uma divindade sonora que aparece de tempos em tempos... E se vai, após uma intensa e curta aparição, deixando um vazio musical... Já aconteceu antes.


Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983 — Londres, 23 de julho de 2011) foi uma cantora e compositora britânica conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz e R&B. Ingressou na carreira musical ainda na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes de jazz em Londres. No fim de 1999, assinou o seu primeiro contrato com uma editora discográfica, a EMI Music, mas, após ter sido descoberta por Darcus Breeze, em 2001, assinou contrato com a Island Records. A sua primeira aparição no cenário musical britânico foi em 2003, com o seu álbum de estreia, Frank. O disco foi bem recebido pela crítica especialista, mas, inicialmente, não obteve sucesso comercial apesar de ter produzido quatro singles, todos sem êxito. Foi em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, que Amy Winehouse ganhou proeminência como uma artista. Esse obteve sucesso crítico e comercial e alcançou as posições mais elevadas no ranking internacional, tendo atingido o número um em 23 países, incluindo o Reino Unido, a Áustria, a Alemanha e a Dinamarca, enquanto nos Estados Unidos chegou à sua posição máxima como número dois. Desse trabalho, foram retirados seis singles, sendo "Rehab" o mais bem-sucedido. Back to Black vendeu seis milhões de cópias e foi o disco mais vendido de 2007. No ano seguinte, o álbum foi indicado em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards, das quais venceu cinco, o que fez de Winehouse a artista feminina britânica que mais foi premiada em apenas uma edição.


Considerada a desencadeadora da nova Invasão Britânica, Amy Winehouse é referida como a revolucionária da música soul pela crítica especialista. Ela é citada como influência musical por vários cantores, incluindo Adele, Duffy, Bruno Mars, Lady Gaga e Sam Smith, e foi a intérprete que mais vendeu em nível digital no Reino Unido, em 2007. Ao longo de 2007, acumulou uma renda estimada em dez milhões de libras e foi posicionada no número dez na "Lista dos Ricos" do jornal inglês Sunday Times, em 2008. No mesmo ano, foi eleita a "heroína suprema" dos britânicos pelo canal de televisão Sky News, com base em uma pesquisa realizada entre pessoas com menos de 25 anos de idade e na lista elaborada pela revista Veja, em 2009, das cantoras internacionais que mais venderam em solo brasileiro no ano anterior, ficou na primeira posição com mais de quinhentos mil álbuns vendidos, o que fez dela uma das recordistas de vendas no país. Ao longo de sua carreira, Winehouse vendeu um número estimado de trinta milhões de CDs e DVDs em todo o mundo, tornando-se uma das artistas que mais venderam em nível global. As suas conquistas incluem três prêmios Ivor Novello Awards e um total de seis Grammy Awards. No entanto, apesar de bem-sucedida, a sua carreira foi muitas vezes ofuscada por seus problemas pessoais, principalmente pelo seu casamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, uma vez que as brigas do casal foram diariamente comentadas pela imprensa. Além disso, o seu envolvimento com álcool e drogas e a sua luta para superá-lo também prejudicaram a sua imagem pública.


Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa em Londres, em 23 de julho de 2011. A causa da morte foi intoxicação por álcool. Após o falecimento da cantora, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI no Reino Unido. Posteriormente, foi lançada a compilação póstuma Lioness: Hidden Treasures, que recebeu análises positivas da mídia especializada e teve um desempenho comercial favorável. Nesse mesmo ano, o periódico sueco Metro International concedeu à cantora o título de "Celebridade do Ano", enquanto o canal VH1 colocou-a na 26.ª posição em sua lista das "100 Grandes Mulheres na Música", em 2012, e a BBC proclamou-a o talento vocal preeminente de sua geração.


Seguem alguns álbuns, em sua maioria bootlegs que tenho em minha coleção:


(10in White Label Promo)























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THANKS AMY
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