quarta-feira, 23 de abril de 2014

Uriah Heep - 45 Years On The Road


Uriah Heep é uma banda britânica de hard rock formada no final dos anos 1960. A banda se caracteriza por suas canções melódicas e vocais harmoniosos (cortesia do fato de todos os integrantes cantarem), além do uso do órgão Hammond B3 e guitarra com pedal wah-wah. Embora muitos considerem Uriah Heep, ao lado de Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath as 4 melhores bandas de Hard Rock/Heavy Metal do final dos anos 60 e início dos anos 70, é de conhecimento geral que não são nem um pouco conhecidos perto das anteriores. Apesar de seu sucesso na Europa, o Uriah Heep nunca conseguiu emplacar um grande sucesso nos Estados Unidos. A banda lançou vários álbuns de sucesso nos anos 1970, tendo grande repercussão principalmente na Europa e Ásia, mas decaiu em popularidade nas décadas seguintes. O grupo ainda existe e, considerado uma banda "cult", viaja freqüentemente em turnês pela Rússia, Japão, Alemanha, Escandinávia e Brasil, entre outros. Nos últimos anos vem gravando um DVD ao vivo anual em Londres (no evento conhecido como "The Magician's Birthday Party", "festa de aniversário do mágico", homenagem ao disco "Magician's Birthday"), todo mês de novembro. O primeiro, semi-acústico, foi gravado em novembro de 2001.


Uriah Heep é o nome de um personagem do romance David Copperfield de Charles Dickens. No romance, ele é o sócio perverso e fraudulento de Mr. Wickfield (o sogro de David), que acaba descoberto e preso.

Como todas as grandes bandas, Uriah Heep teve seus altos e baixos ao longo destes 40 e poucos anos de existência, além de vários músicos. O único músico constante desde a sua criação foi o guitarrista Mick Box ou Michael Frederick "Mick" Box. Mick é a verdadeira força de resistência e qualidade do Uriah Heep, uma grande banda que continua na ativa até hoje.



Palhinhas:




Seguem alguns álbuns:



Very 'eavy... Very 'umble álbum de estréia da banda inglesa Uriah Heep. Lançado nos Estados Unidos com uma capa alternativa , e com a faixa "Bird of Prey" no lugar de "Lucy Blues."



The Magician's Birthday is the fifth album released by British rock band Uriah Heep. The story line is "based loosely on a short story" written by Ken Hensley in June and July 1972. Even though it was recorded mere months after the preceding Demons and Wizards, the album features a notably different sound than the band's previous albums, with the aggressive hard rock toned down in favor of a cleaner appearance with more progressive elements, something which had only been hinted previously. This change in sound would define Uriah Heep's following outputs for roughly a decade. The original vinyl release was a gatefold sleeve, the front of which was designed by Roger Dean. The innerfold had pictures of the band, with the LP itself housed in a liner on which were printed the lyrics. Two songs charted in the United States, "Blind Eye" (#97) and "Sweet Lorraine" (#91). "Spider Woman" reached #13 in Germany. The title track is notable for an extended kazoo improvisation on the melody to "Happy Birthday to You". The Magician's Birthday was certified Gold by the RIAA on 22 January 1973.



Este é meu álbum preferido e durante muito tempo, minha única referência ao Uriah Heep. A abertura do disco com “Sunrise”, em poucos segundos, mostra a capacidade do Hammond de passar de um cândido som para um misto de frequências muito expressivo. Ken Hensley, que pilota as teclas do Uriah Heep sabe muito bem com fazer esse tipo de transição; passar o Hammond de um som quase litúrgico, como na introdução de “Circle of Hands”, para um som demoníaco e extravagante, como no pirado solo de “Gypsy” ou nas bases de “Look at Yourself”. Esse disco ao vivo, que registra uma performance do Uriah Heep em Birmingham, mostra o poder de fogo do órgão Hammond a serviço do rock pesado. O Hammond está presente em todas as faixas, exceto em “Tears in My Eyes”, em que Ken Hensley acompanha Mick Box na guitarra.




Um DVD para os fãs de Uriah Heep. Uma excelente resenha foi escrita no blog Consultoria do Rock :

Para finalizar, uma coletânea bem elaborada:





7 comentários:

  1. Como de costume, os melhores discos são os primeiros, dos saudosos anos 70.
    Como de costume, os Estados Unidos adulteram capas e músicas de suas edições originais.
    A formação clássica é com o saudoso David Byron, mas a era John Lawton, vocalista excepcional, não pode ser ignorada.

    Lembranças, Mr. Creakle

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    1. E aí, Mr...
      John Lawton realmente foi marcante no Uriah. Participou de três álbuns: Firefly - 1977; Innocent Victim - 1977 e Fallen Angel - 1978, mas está no post também no The Magician's Birthday Party...

      Mas gosto mais do John Lawton no Asterix e no Lucifer's Friend.

      Abraços

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  2. Hello, Good People!!

    Sensacional, histórico e imperdível!!!

    Uriah Heep sem DAVID BYRON é como o amor entre um HOMEM e uma MULHER sem SEXO....insonso, enjoativo
    e destinado ao fracasso!!!

    Peter Hammill- SP

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    1. Fala Peter... John Lawton cantou uns discaços no Uriah Heep... Embora eu prefira também o Byron. Sem dúvida, para mim, Uriah Heep live 1973 é o melhor de todos, e pega o Byron em sua melhor fase. Agora a parte do sexo...

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  3. INNOCENT VICTIM, FIREFLY, JOHN LAWTON PRESENTE. FREE AND EASY, FREE ME, SIMPATY E OUTRAS.
    A VOZ DE JOHN LAWTON TEM BEM MAIS CAPACIDADE DE LEVAR UM CASAL PARA A CAMA, COM AMOR OU SEM, NÃO IMPORTA, MAS COM VOLÚPIA. E OS GRITINHOS DE DAVID BYRON ATRAIA OUTRO PÚBLICO , O GAY. SEM PRECONCEITO, CADA UM COM SUA CONDUTA. MAS FAZER ANALOGIA DE QUE O URIAH HEEP SEM DAVID BYRON É COMO UM AMOR ENTRE UMA MULHER E UM HOMEM SEM SEXO, É DE NOS FAZER BROXAR MESMO!

    Winston

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    1. Vixe... John Lawton x David Byron... Por enquanto. dois a dois. Falta um desempate aí...

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  4. Com o tempo , tudo passa, e o Uriah Heep também passou, mas seu nome continuou sendo usado. Isso é comum. Incomum foram as grandes canções, gravadas nos anos 70. Como vocalista, prefiro John Lawton, mas David Byron era ótimo, era uma das marcas do Uriah Heep. O mestre das composições era Ken Hensley, tecladista, que ainda se dava ao luxo de tocar slide guitar. Mick Box, respeitável guitarrista, Lee "Who Needs Me" Kerslake , na batera e o finado infeliz Gary Thain, no baixo... um time de primeira.

    Creio que se o Chacrinha fosse comentar, falaria da feiura da banda, só comparável com os músicos do Kraftwerk e Karthago. Mas qualidade musical, vai bem mais além do que aparência.

    Boa noite!

    Cerberus

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