Choose your STYLE!!!

The Best Posts Session

David Bowie - Music & Art

David Bowie, nome artístico de David Robert Jones, Londres, 8 de janeiro de 1947) é um músico, ator e produtor musical inglês. Por vezes...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Itamar Assumpção Outra vez!!!!!


O poeta, compositor e músico Itamar de Assumpção, que dá nome ao Espaço Itamar Assumpção, natural de Tietê, São Paulo, nasceu no dia 13 de setembro de 1949. Sua família instalou-se, anos depois, no Paraná, onde Itamar aprendeu a tocar violão, dedicando-se a compor. Em 1972, as canções Queimada e Tempo Completo lhe renderam o  prêmio de Melhor Apresentação Total no V Festival Universitário de Londrina. O ano de 1978 marca a sua estreia nos palcos paulistanos, cidade em que se instalou em 1973, com apresentações ao lado de Nelson Jacobina e Jorge Mautner. No ano seguinte, apresenta-se com Arrigo Barnabé. 


A partir de 1981, ano em que lança seu primeiro disco, Beleléu, Leléu, Eu, toca com a banda Isca de Polícia, apresentando-se em festivais, faz shows e participa de programas televisivos. É nesse ano, ainda, que recebe da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA o Prêmio Revelação Masculina. A partir de então, seguem-se lançamentos de discos, apresentações por várias cidades do Brasil, pelo Projeto Pixinguinha, outras premiações. Em maio de 1988, apresenta-se com a banda Isca na Alemanha. Em 1996, regressa à Europa, apresentando-se com sucesso na França e Alemanha. Itamar construiu  profícuas e memoráveis parcerias ao longo de sua carreira, tendo atuado ao lado de intérpretes como Alzira e Tetê Espíndola, Ná Ozetti e Suzana Salles, além da poeta Alice Ruiz. Sua filha Anelis também foi sua companheira de shows, em 1999. 


Seus discos são obras de referência da chamada Vanguarda Paulistana, movimento cultural dos anos de 70 e 80, em que se destacaram as produções independentes, de cunho  experimental. Complementam sua discografia as seguintes obras: Às próprias custas S/A, Sampa Midnight - isso não vai ficar assim, Intercontinental ! Quem Diria! Era Só o Que Faltava !!!, Bicho de Sete Cabeças volume I, Bicho de Sete Cabeças volume II, Bicho de Sete Cabeças volume III, Ataulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora, Pretobrás e Vasconcelos e Assumpção - isso vai dar repercussão. Seu último show teve lugar em 25 de fevereiro de 2003, tendo sido acompanhado pela banda Orquídeas, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, cidade onde faleceu, em 12 de junho, aos 53 anos.

Palhinha:



Meus Discos Preferidos:

Produzido por Paulo Lepetit, o disco surpreende pela simplicidade e refinamento com que passeia pelas sete faixas, onde o violão e o canto de Itamar integra-se à criativa percussão do pernambucano Nana e as pitadas sonoras de um seleto grupo de convidados como Bocato, Anelis Assumpção, Vange Milliet, Tata Fernandes, além do próprio Lepetit.



Segundo disco do Itamar. Trata-se de um ao vivo.. muito bom para conferir como era ele e a banda no palco, pois é o único ao vivo dele. Um disco muito bonito, com muito silêncio e muito som. Músicas realmente interessantes com letras e arranjos diferentes. O disco todo segue um roteiro com tom radialístico, começando com versões, reinvenções de músicas de outros compositores, como Jards Macalé (em "Negra Melodia"), Paulinho da Viola (em "Você Está Sumindo") e Adoniran Barbosa (em "Vide verso Meu Endereço"). Na segunda parte do show, anunciada como os intervalos comerciais de um programa de rádio, a banda passa a tocar as composições de Itamar. Repleto de músicas simplesmente instigantes e teatralidades. Um dos melhores discos de Itamar, na minha opinião. 



Beleléu, Leléu, Eu é o primeiro álbum do cantor e compositor Itamar Assumpção junto com a banda Isca de Polícia, lançado em 1980 de maneira independente. É o disco mais famoso do cantor, com composições que misturam vários gêneros, sendo considerado um marco da Vanguarda Paulistana. Foi incluído na lista de 100 Melhores Discos de Música Brasileira da revista Rolling Stone2 , na 86ª posição. Foi relançado em 1994 em formato CD pela Baratos Afins / Atração Fonográfica.



Este álbum é especial para mim. Meu favorito!


Ouçam Itamar Assumpção... Faz bem para a saúde!


“No mais sambamos de tudo funk soul blues jazz rock and roll”

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

The Style Council - Pop Rock Jazz Music


O Style Council foi formado pelo ex-vocalista e guitarrista do The Jam, Paul Weller e o tecladista Mick Talbot em 1983. Esta formação se expandiu para incluir o baterista Steve White e a vocalista Dee C. Lee (que tornou - se sua esposa e é mãe de dois dos seus filhos; atualmente eles estão separados). Quando necessário outros músicos, incluindo uma banda de metais, eram requisitados. Paul Weller causou grande polêmica quando resolveu acabar com a banda The Jam, em 1983, no auge do sucesso, para formar um grupo com um som mais pop. A banda alcançou o pico do sucesso em 1985 com o álbum Our Favourite Shop, que alcançou o primeiro posto da TOP CHART da Inglaterra. O Style Council se separou em 1989, depois de gravar um álbum de acid house, Modernism: A New Decade, rejeitado pela gravadora Polydor e que fez com que rompessem o contrato. Paul iniciou uma bem-sucedida carreira solo, enquanto Mick Talbot e Steve White se juntaram e continuaram a gravar sob o nome Talbot/White.


Um bom resumo do histórico da banda (infelizmente em inglês):

The band showed a diversity of musical styles. Singles "Speak Like a Child" (with its loud soul-influenced style), the extended funk of "Money-Go-Round", and the synth-ballad "Long Hot Summer" all featured Talbot on keyboards and organ. Near the end of 1983, these songs were compiled on Introducing The Style Council, a mini-album initially released in Japan, the Netherlands, Canada, and the US only. The Dutch version was heavily imported to the United Kingdom. In 1984, the single "My Ever-Changing Moods", backed with the Hammond organ instrumental "Mick's Company", reached No. 29 on the Billboard Hot 100 in the US. The song remains Weller's greatest success in the US (including his efforts in The Jam and as a solo artist), while the group reached the peak of its success in the UK with the 1985 album Our Favourite Shop. In December 1984, Weller put together a charity ensemble, the Council Collective, to make a record, "Soul Deep", to raise money for striking miners, and the family of David Wilkie. The record featured The Style Council plus a number of other performers, notably Jimmy Ruffin and Junior Giscombe. In spite of the song's political content, it still picked up BBC Radio 1 airplay and was performed on Top of the Pops. The Style Council took a more overtly political approach than The Jam in their lyrics, with tracks such as "Walls Come Tumbling Down", "The Lodgers", and "Come To Milton Keynes" being deliberate attacks on 'middle England' and Thatcherite principles prevalent in the 1980s. Weller was also instrumental in the formation of Red Wedge with Billy Bragg. He later said that this began to detract from the music: "We were involved with a lot of political things going on at that time. I think after a while that overshadowed the music a bit". In 1986, the band released a live album, Home and Abroad, and, in 1987, The Cost of Loving was launched, followed later in the year by the non-album single "Wanted", which reached No. 20 in the UK Singles Chart. However, Confessions of a Pop Group, released a year later, sold poorly. This led to their record label Polydor rejecting their final album (Modernism: A New Decade), which was influenced by the house scene. A greatest hits album, The Singular Adventures of The Style Council, was released internationally in 1989; it included the non-album single "Promised Land", which had reached No. 27 in the UK earlier that year.
In 1989 members of The Style Council went under the name of 'King Truman' to release a single on Acid Jazz titled "Like A Gun". This was unknown to Polydor, and the single was pulled from the shops only three days prior to release. Acid Jazz founder Eddie Piller said "The pair offered to make a single for my new label, which I'd just started with Radio 1 DJ Gilles Peterson as a side project. Talbot and Weller took pseudonyms Truman King and Elliott Arnold."


The Style Council broke up in 1989.

.... it's something we should have done two or three years ago. We created some great music in our time, the effects of which won't be appreciated for some time. ” Paul Weller - NME - March 1990

The cover version of "Promised Land" (originally by Joe Smooth) was the only release which surfaced from the Modernism sessions at the time; however, the entire album was released in 1998, both independently and in a 5-CD box set, The Complete Adventures of The Style Council. After the split, Weller embarked on a successful solo career (which featured Steve White on drums, who had left The Style Council by the time Confessions of a Pop Group was released, having only played on a few of its tracks). Talbot and White released two albums as Talbot/White — United States of Mind (1995) and Off The Beaten Track (1996). Talbot and White then formed The Players with Damon Minchella and Aziz Ibrahim. White and Minchella went onto form Trio Valore whilst Talbot went touring with Candi Staton in 2009. All of The Style Council's UK releases (including singles, 12" maxis, albums, compact discs and re-issues thereof) featured the work of graphic designer Simon Halfon, who often collaborated with Weller to hone his ideas into a graphic form. Weller and Halfon began working together at the end of The Jam's career, and continue to work together on Weller's solo material.


E seguem nossos álbuns preferidos:


The Style Council- Glastonbury Festival [1985]







The Singular Adventures of the Style Council




The Singular Adventures of The Style Council is the first greatest hits album by The Style Council, released in 1989. Subtitled Greatest Hits Vol.1, there was never an actual volume two although other Style Council greatest hits albums have been released, such as Greatest Hits in 2000. 




The live album Home & Abroad, which the Style Council released at the height of their popularity, was rather boring and lifeless, showing that they could re-create their sophisticated studio sound on-stage, but it never conveyed how exciting the band could be in person. Released almost a decade after they broke up, In Concert actually does a much better job showing what a vital, unpredictable, and energetic live group the Style Council actually were than the earlier release. The tracks are culled from various concerts over a four-year period and highlight key album cuts, singles, B-sides, tunes they never captured in the studio, and classic soul covers. The group often changes the arrangements of songs, adds (or subtracts) instruments from certain numbers, or gets into extended instrumental jams. the Style Council were never thought of as a very exciting band, but this overview of their concerts shows that they were a unifying and crowd-pleasing live act that was much closer in spirit to a 1960s soul review than to other big 1980s pop groups of the time. Rather than being a cash-in project, In Concert is a must-have for Style Council and Paul Weller fans.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

André Christovam


André Christovam (São Paulo) é um guitarrista, compositor e cantor brasileiro. André Christovam é considerado um dos pais do blues no cenário muscial brasileiro, além de ser considerado um dos melhores guitarristas do país. Nascido em São Paulo, André estudou música no renomado Guitar Institute of Los Angeles (GIT) nos anos 1980, tornando-se o primeiro brasileiro a formar-se nesta escola. Ao retornar ao Brasil, em meados dos anos 1980, André trabalhou com os mais importantes artistas brasileiros e internacionais em passagem pelo país, participando de bandas como Fickle Pickle (banda do Brasil), Kid Vinil & Os Heróis do Brasil, Rita Lee e Roberto de Carvalho, Raul Seixas e Marcelo Nova. No final dos anos 1980, André decide gravar seu primeiro trabalho solo com o álbum Mandiga, em 1989, um álbum marcante a discografia do blues nacional, principalmente pelo ineditismo de trazer um disco de blues com todas as músicas em português. Na década de 1990, o guitarrista participou como sideman da turne do gaitista Sugar Blue, e da gravação do show do bluesman Taj Mahal para a serie Heineken Concerts. E gravou um CD em Chicago, The 2120 Sessions com o vocalista Big Voice Odom e membros da banda de Junior Well.  André conta com cinco álbuns de sua autoria sendo que seu último trabalho, Banzo, foi gravado pelo selo Eldorado.


Seguem dois álbuns:

A Touch Of Glass (1990)



 “A Touch Of Glass” é o seu segundo álbum. Um disco bacana. Um blues feito na medida e sem exageros, nada de performatismo. O título do álbum está relacionado ao tocar a guitarra usando o ‘bottleneck’, uma espécie de tubo, de metal ou vidro, colocado no dedo que desliza no braço encostado nas cordas. Esta técnica é conhecida como ‘slide guitar’. André Christovam toca o ‘slide’ de forma brilhante, sem ficar chato. Considero “A Touch Of Glass” um dos melhores disco de blues brasileiros.



The 2120 Sessions (1991)


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Hummingbird


Hummingbird foi uma banda de rock da Inglaterra, formada em 1974 por Bobby Tench do The Jeff Beck Group e Streetwalkers. A banda gravou apenas três álbuns de sucesso, pela A&M com Ian "Sammy" Samwell como produtor musical. A formação original incluiu membros do Jeff Beck Group, o vocalista e guitarrista Bobby Tench, o tecladista Max Middleton, o baixista Clive Chaman, o baterista Conrad Isidore e um segundo guitarrista, Bernie Holland. Nas sessôes iniciais de gravação do primeiro álbum, Jeff Beck se juntou ao grupo por um curto período, mas não contribui muito, deixando a banda para se dedicar em um álbum solo. Após o primeiro álbum, Bernie Holland foi substituído por Robert Ahwai, e o batera Isidore foi substituído por Bernard "Pretty" Purdie. As vocalistas Madeline Bell e Liza Strike também complementaram a banda nos próximos álbuns. A banda teve sucesso principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão. O som pode ser classificado como um Rock com muito Soul (White Soul). Sonzeira!!!!! Escutem aí!

Palhinha:






terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Nazareth - Classic Rock (Scotland)

Nazareth é uma banda de rock escocesa. Formada na cidade de Dunfermline, nos anos 1960 pelo vocalista Dan McCafferty, o guitarrista Manny Charlton, o baixista Pete Agnew e o baterista Darrell Sweet, a banda teve vários sucessos, entre eles a composição de Felice e Boudleaux Bryant, "Love Hurts", nos anos 1970. As origens do Nazareth remontam a 1961, ano em que Pete Agnew fundou o "The Shadettes". A primeira formação deste grupo foi: Pete Agnew (guitarra e vocal), Brian 'Pye' Brady (guitarra), Alfie Murray (guitarra), Alan Fraser (bateria) e Bobby Spence (baixo). O grupo ganhou consistência, nos anos de 1964 e 1965, com a chegada de Darrel Sweet e Dan McCafferty. Em 1968, dois acontecimentos muito importantes na história da banda: o ingresso do lendário guitarrista Manny Charlton e a mudança do nome para Nazareth. Até então o grupo limitava-se a fazer covers; porém, com Manny integrado ao grupo, os escoceses passaram a compor material próprio.


Após a mudança para Londres, lançaram seu primeiro disco, chamado Nazareth, em 1971. Em 1972 chamaram a atenção no mundo da música com o seu segundo álbum - Exercises -, o trabalho mais leve já realizado pela banda. Em 1973, a banda procurava por um produtor para seu próximo álbum, que haveria de ter um som bem mais pesado que o anterior. A escolha não poderia ter sido melhor: Roger Glover. Segundo Dan McCafferty, "Roger Glover acabou envolvendo-se naquele álbum, pois o Nazareth estava abrindo para o Deep Purple na parte inglesa da turnê. Estávamos procurando um produtor, e então tocamos nossas Demos para o Roger, que obviamente já havia nos visto ao vivo. Ele gostou do material e fomos para o estúdio. Tudo foi muito simples, pois todos sabíamos o que queríamos dentro da banda, e o Roger, por estar em turnê conosco, também sabia. Gravamos tudo em duas semanas, e tínhamos que fazer duas músicas por dia (risos). Teve que ser um trabalho bem objetivo!" (trecho de entrevista publicada na revista Roadie Crew, edição n° 76 - maio/2005 - com reportagem de Claudio Vicentim e fotos de Ricardo Zupa). Assim, surgiu Razamanaz, que lançou o Nazareth ao estrelato e culminou com duas músicas qualificadas entre as dez mais tocadas no Reino Unido - "Broken Down Angel" e "Bad Bad Boy".


Em 1978, o guitarrista Zal Cleminson (Sensational Alex Harvey Band) juntou-se ao grupo, gravando apenas dois álbuns com o Nazareth. Zal, todavia, deixou sua marca: seu dueto com Manny Charlton no álbum No Mean City é até hoje lembrado como um dos melhores trabalhos com guitarras já realizados em estúdio. Zal foi substituído por Billy Rankin, na época com apenas 19 anos. Em 30 de abril de 1999 ocorre o inesperado: o baterista Darrel Sweet falece, vítima de um fulminante ataque cardíaco, minutos antes de um show que a banda realizaria nos Estados Unidos, na primeira parte da turnê de divulgação deste novo trabalho. Após uma pequena pausa de alguns meses para absorver o duro golpe pela morte do amigo, os veteranos escoceses encontraram forças para voltar à estrada. Pete chamou seu filho Lee Agnew, que era roadie da bateria de Darrel, para substituí-lo: o Nazareth estava de volta para continuar a turnê do álbum Boogaloo. O Nazareth é hoje considerado uma das bandas mais influentes no cenário do rock, sobretudo entre aquelas que ainda continuam em atividade. Seu rock vitorioso persiste, apesar das muitas dificuldades encontradas pelo caminho. A trajetória de sucesso destes escoceses tem sido atualmente considerada um ótimo exemplo para os músicos que estão em início de carreira, bem como para aqueles que sentem-se desestimulados após alguns fracassos na busca do sucesso. O motivo é que os veteranos Dan McCafferty e Pete Agnew jamais desanimaram diante das adversidades encontradas, enfrentando-as sempre com muita garra e amor ao trabalho que exercem.


No dia 30 de Agosto de 2013, após o Vocalista Dan McCafferty descobrir que sofre de uma doença pulmonar obstrutiva crônica, ele se aposentou, e o futuro da banda é incerto.



Alguns álbuns...











domingo, 12 de janeiro de 2014

Arrigo Barbabé - O Profeta Maldito da Megalópole


Arrigo Barnabé (Londrina, 14 de setembro de 1951) é um músico e ator brasileiro. Seu reconhecimento para o grande público veio logo com o primeiro disco, Clara Crocodilo, em 1980, quando foi recebido pela imprensa como a maior novidade na música brasileira desde a tropicália. Em suas composições, Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. É comum a utilização de séries dodecafônicas, aliada a uma prosódia muito próxima da fala urbana de seu tempo.


A música de Arrigo Barnabé e sua banda Sabor de Veneno está muito ligada a outros artistas, como Itamar Assumpção (e a banda Isca de Polícia), e grupos, como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo. Esses artistas e grupos estavam inseridos num contexto que acabou conhecido como Vanguarda Paulista. Além das canções do disco "Clara Crocodilo", outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados.


O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum "Tubarões Voadores" é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê. Atualmente apresenta um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo: o Supertônica. Arrigo Barnabé já atuou como ator da novela da Globo Direito de Amar, 1987, ao lado do amigo Tim Rescala, numa participação especial, quase nos últimos capítulos. O cantor foi também citado na música "Língua", de Caetano Veloso, e "Eu Quero Saber Quem Matou", de Rogério Skylab. Saudado pela crítica especializada como o porta-voz da "terceira revolução" da MPB (depois da bossa nova e do tropicalismo), Barnabé encarnou o papel e declarou em 1981 "que depois do Tropicalismo o que tinha de acontecer é o atonalismo na música popular, que tinha de pintar uma coisa atonal. Isso porque os caras tinham chegado num ponto, mas não tinham rompido com a linguagem atonal, não tinha uma coisa organizada" (DIAS, 1981, p. 9). Quase vinte anos mais tarde, não tendo sua previsão histórica sido cumprida, ele revelaria que "até forçava a barra, citando caras da velha-guarda como Orestes Barbosa nos shows, mas na verdade não tinha nada a ver com MPB



Um som bem diferente... Seguem algumas pérolas:




Clara Crocodilo foi o primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé e também o último a contar com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em 1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.




"Clara Crocodilo" foi reeditado em CD em 1999, com outros músicos e cantores, a partir de gravações ao vivo efetuadas em fevereiro daquele ano no SESC Ipiranga, em São Paulo. Embora contenha as mesmas músicas do LP original, os títulos foram trocados, provavelmente por problemas com a editora que detinha os direitos de publicação.





Arrigo Barnabé em seu segundo disco concebeu um álbum onde trazia uma parceria visual com o quadrinista Luiz Gê. Tubarões Voadores foi baseado em uma HQ do artista gráfico, que também aparece como letrista na faixa-título. Na época de seu lançamento o jornal o Pasquim, em outubro de 1984 trazia uma matéria sobre o disco, intitulada "Arrigo Barnabé - Profeta Maldito da Megalópole", assinada por Ilmar Carvalho: "Com seu segundo disco, Tubarões Voadores, da Ariola, Arrigo Barnabé vem confirmar todas as expectativas geradas com o lançamento do independente Clara Crocodilo, seu primeiro mergulho fonográfico, realizado em 1980. Em Tubarões Voadores, continua predominando a temática da grande metrópole, desde a cascaval Crotalus Terrificus, cuja letra é de Paulinho da Viola, até Tubarões Voadores, letra de Luiz Gê e música de Arrigo. Tubarões e crótalus significam a terrível opressão dos grandes aglomerados urbanos, significam a inchação teratológica das metrópoles, onde tanto a Neide Manicure Pedicure, o Kid Supérfluo ou o Office-Boy (esta faixa do disco anterior), são os seres comuns, representam a humanidade, os urbanoides de uma apocalíptica, fria e eletrônica pauliceia desvairada, que os esmaga e deprime..."
Fonte:  (http://taratitaragua.blogspot.com.br/2012/02/tubaroes-voadores-arrigo-barnabe.html)

Arrigo Barnabé não é para qualquer um!!!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Lou Reed - Uma homenagem ao Bardo Underground


Lewis Allan "Lou" Reed (Brooklyn, Nova Iorque, 2 de março de 1942 — Long Island, Nova Iorque, 27 de outubro de 2013) foi um cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Foi considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. Foi um dos vocais do The Velvet Underground, influenciando Iggy Pop, New York Dolls e David Bowie. Mais tarde toda a cena pós-punk inglesa. Admirador de Edgar Allan Poe e Raymond Chandler, além de James Joyce, a quem faz referências em Blue Mask.



Lou Reed nasceu no Brooklin e cresceu em Freeport, Long Island. Sua família era judia e, embora Lou tenha se declarado judeu, ele adicionou: " My God is rock'n'roll. It’s an obscure power that can change your life. The most important part of my religion is to play guitar."

Lou Reed teve uma vida bem atribulada, com experiências marcantes... Segue um breve sumário:

Lou aprendeu a tocar guitarra de ouvido, escutando o rádio. Desde cedo se interessou pelo Rock and Roll & Rhythm Blues, tendo tocado em várias bandas durante seu High School. Suas primeiras gravações aconteceram com a banda chamada The Jades (1955). Em 1956, ainda em sua adolescência, Lou se declara Bissexual, e é submetido a um tratamento de Terapia Eletroconvulsiva (eletrochoque), supostamente para "curar" sua bissexualidade. Ele escreveu sobre esta experiência na canção "Kill Your Sons" de 1974. Em uma entrevista, Lou comentou sobre esta experiência:
"They put the thing down your throat so you don't swallow your tongue, and they put electrodes on your head. That's what was recommended in Rockland State Hospital to discourage homosexual feelings. The effect is that you lose your memory and become a vegetable. You can't read a book because you get to page 17 and have to go right back to page one again." — Lou Reed quoted in Please Kill Me (1996)

Lou Reed, Mick Jagger and David Bowie
Em 1960, Lou começou a estudar jornalismo, direção de filmes e composição de textos na Syracuse University. Ao mesmo tempo, ele era líder de um pelotão na ROTC (Reserve Officers' Training Corps - um programa universitário para treinamento militar), mas foi expulso por apontar uma arma (descarregada) para a cabeça de um superior. Em 1961, Lou comandou um programa de rádio noturno na WAER, chamado Excursions On A Wobbly Rail, tocando principalmente doo wop, rhythm and blues e jazz, principalmente o FREE JAZZ desenvolvido nos meados dos anos 50. Muitas das técnicas de Lou Reed na guitarra, por exemplo, guitar-drum roll, foram inspiradas em saxofonistas de jazz, como Ornette Coleman. Lou Reed se graduou com honras na Syracuse University's College of Arts and Sciences em Junho de 1964.


Além de um grande instrumentista, durante a Universidade, Lou Reed desenvolveu seu lado poeta, inspirado principalmente por Delmore Schwart. Por isso, as canções de Lou Reed sempre tiveram letras magníficas, que segundo ele: "to bring the sensitivities of the novel to rock music" ou "with the simplest language imaginable, and very short, you can accomplish the most astonishing heights."
Foi um dos vocais do The Velvet Underground, influenciando Iggy Pop, New York Dolls e David Bowie. Mais tarde toda a cena pós-punk inglesa. Admirador de Edgar Allan Poe e Raymond Chandler, além de James Joyce, a quem faz referências em Blue Mask.
Lou Reed teve uma brilhante carreira, tanto no Velvet Underground como em sua carreira solo, produzindo, compondo, tocando e cantando canções incríveis. Em 2003, a Rolling Stone Magazine publicou a lista dos 500 greatest albums of all time, incluindo dois álbuns de Lou Reed - Transformer e Berlin.


Em maio de 2013 passou por um transplante de fígado. Voltou a ser internado em julho com um quadro de desidratação severa, vindo a morrer em 27 de outubro do mesmo ano.

Escolhi dois álbuns muito interessantes, que na verdade são o mesmo: BERLIN.



Berlin é o terceiro álbum solo de Lou Reed, e na época de lançamento, a Rolling Stone Magazine o classificou como um desatre. O álbum é uma trágica Opera Rock sobre um casal que se dá muito mal, abordando temas como uso de drogas, prostituição, depressão, violência doméstica e suicídio. Uma parte marcante e muito forte da canção "The Kids", se refere a Carolina (a esposa) tendo seus filhos levados pelas autoridades, e os gritos de seus filhos chamando pela mãe... Devido ao fracasso comercial deste álbum, o Show Berlin não foi realizado...



Berlin: Live At St. Ann's Warehouse é um filme e um álbum ao vivo, realizado em 2008, St. Ann's Warehouse no Brooklyn, durante 5 apresentações em 2006. A Tour Berlin foi a primeira vez que Lou Reed tocou o álbum inteiro, ao vivo, 33 anos após o lançamento do álbum original. (Eu comprei este DVD e vale a pena. Um showzaço!!!)

Para finalizar, palhinhas:





DESCANSE EM PAZ - ROCK IN PEACE


Mais Lou Reed:


Com uma excelente biografia
[Cover%255B2%255D.jpg]



Cover

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...