sábado, 5 de maio de 2012

Música Instrumental Brasileira

O Brasil desde sempre misturou ritmos, extraiu o que há de melhor do Jazz, Blues e adaptou a Bossa Nova, Samba, criando ritmos únicos. A Música Instrumental Brasileira é complexa e simples, é popular e ao mesmo tempo, sofisticada. Estes álbuns tentam exemplificar esta fusão de ritmos e culturas. (Indicados pelos curadores Vini, Portuga e Daniboy do recém criado Instituto de Música Instrumental Jabuti).



Heraldo do Monte que já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo, gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar nos melhores festivais de música mundo afora, como os festivais de Montreux, Montreal e Cuba.



Quando Mário de Aratanha, fundador e produtor da Kuarup, convidou o trovador nordestino Elomar, o pianista erudito Arthur Moreira Lima, o grande violonista e guitarrista Heraldo do Monte e o falecido maestro Paulo Moura para registrar esse encontro de mestres, talvez já imaginasse que daquele registro sonoro, realizado “ao vivo” sem cortes, remixagens ou qualquer outro artifício técnico, sairia uma das mais belas gravações da música brasileira: composições de Elomar com arranjos fantásticos com direito a solos arrebatadores de Moreira Lima dedilhando um cravo, a interpretação visceral de “Valsa da Dor”, de Villa-Lobos por Paulo Moura, o violão e a guitarra de Heraldo do Monte sempre presente para construir a ponte permanente ligando a música erudita com a música popular transformando tudo em beleza em forma de som. Álbum fundamental para qualquer um que goste Música com “M” maiúsculo. (Texto adaptado de: http://coelhoraposo.wordpress.com/tag/elomar/ ).



Segue aqui o primeiro e o segundo volume das gravações feitas pelo violonista Sebastião Tapajós em parceria com o percussionista Pedro (Sorongo) Santos em temporada na Argentina, no início dos anos 70, para o selo Trova. Eis aqui um maravilhoso trabalho nunca lançado oficialmente no Brasil. Dois ótimos musicos esquecidos desse pais imenso e sem memória, eu realmente não sei dizer qual dos discos é o melhor, aconselho audição de ambos e conhecimento desses ótimos artistas.



Vertente erudito-nordestina, o Quinteto Armorial foi um grupo de música instrumental do Recife, Pernambuco. Estiveram em atividade de 1970 a 1980 e gravaram quatro discos; "Do Romance ao Galope Nordestino" foi o primeiro. Surgiram no contexto do Movimento Armorial, que fôra concebido pelo escritor Ariano Suassuna e, de acordo com Antônio José Madureira, um de seus integrantes, tinham como objetivo "fazer uma música popular com elementos eruditos". Assim, a proposta do grupo era criar música de câmara erudita, mas com raízes nas tradições populares nordestinas.
Integrantes: Antônio José Madureira, Egildo Vieira do Nascimento, Antônio Nóbrega, Fernando Torres Barbosa e Edison Eulálio Cabral.

O Quinteto nasce do movimento armorial, que iria revolucionar a cultura popular nordestina em plena década de 70. Nas palavras do próprio Suassuna:

"A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados" .


Som Ambiente é uma rara gravação de 1972 apresentando nada mais nada menos do que a banda Azymuth! São 11 temas de sucesso em arranjos funkeados e groovados espetacularmente pela banda em início de carreira. Incríveis solos de Rhodes & Hammond sob a mágica batuta de José Roberto Bertrami. São destaques, "O Bofe", "Close To You", "Where Is The Love", "By The Time I Get To Phoenix", entre outros. O álbum foi editado em cd pela gravadora inglesa Whatmusic Records.


Milton Banana é simplesmente o músico que inventou o estilo de tocar bossa nova na bateria.
Um homem de gravação extremamente ocupado durante o primeiro período de bossa nova, ele gravou os históricos "Chega de Saudade" e "Getz-Gilberto" e gravou bastante com Tom Jobim e João Donato.
Em 1963, ele formou o seu grupo, o "Milton Banana Trio". Naquela época não era muito comum para um baterista conduzir seu próprio grupo. O trio que teve várias formações e gravou nove álbuns para Odeon e alguns a mais para a RCA.


Dois grandes pianistas da nossa música, nesse disco, Donato e Deodato trazem uma síntese perfeita entre música brasileira, jazz e funk. Além disso, os dois vêm acompanhados de um time pesado, contando com a participação iluminada de Maurício Einhorn na gaita e Airto Moreira nas percussões. Muito groove, belo disco!


  Gravado em 1964, "Idéias" é provavelmente o disco solo de estréia do talentoso Deodato já na fase pós "Os Catedráticos". O estilo grandioso é o mesmo, mesclando Samba-Jazz, Latin-Jazz e Bossa Nova com seus fantásticos e carecterísticos arranjos. Interpretando composições de sua autoria, como a excelente "Tempinho Bom" que abre o álbum e também de outros grandes músicos, tais como, Durval Ferreira, Marcos & Paulo Sérgio Valle, Tom Jobim, etc, e acompanhado por um naipe de estrelas, como o próprio Durval Ferreira na guitarra, Dom Um Romão revesando na bateria com Wilson Das Neves entre outros, Deodato fez um dos mais deliciosos álbuns do gênero da década de sessenta. Raro e sensacional, um show de harmonia!!

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