terça-feira, 27 de outubro de 2015

Genesis in Phases


Falar de Genesis tem que ter cuidado, pois há vários especialistas no assunto. Mas vou me arriscar, pois sou um grande fã desta maravilhosa banda. O Genesis apresenta quatro momentos bem distintos, que vou organizar aqui, baseado em pesquisas rápidas na Internet e minha opinião.

1 - Início: A banda foi formada em 1967, quando os seus fundadores Peter Gabriel, Mike Rutherford e Tony Banks ainda estudavam na Charterhouse School em Londres. Com Anthony Phillips (guitarra) e Chris Steward (bateria), gravaram seu primeiro álbum "From Genesis to Revelations", em 1968, depois de fazerem um acordo com Jonathan King, um compositor e produtor. A banda gravou uma série de músicas refletindo o estilo pop leve dos Bee Gees. O álbum não foi bem e a banda sentindo-se manipulada por King disse-lhe que tinham se separado, para conseguirem quebrar o contrato que tinham com ele.  Acabaram por fazer outro contrato com a Charisma Records. Devido às atuações ao vivo, a banda começou a ser conhecida por melodias hipnóticas, que eram muitas vezes também, escuras, assombradas e com uma sonoridade medieval. Anthony Philips deixou a banda em 1970 logo após o lançamento de Trespass devido a discordâncias quanto ao rumo que a banda estava a seguir e a episódios de medo do palco.

File:Genesis 1967 lineup.jpg


The Early Of Genesis 1967-69


Genesis 1967-69
*Peter Gabriel – Vocals, Flute, Percussion
*Anthony Phillips – Guitar, Vocals
*Tony Banks – Organ, Guitar, Piano, Keyboards, Vocals
*Mike Rutherford – Bass Guitar, Guitar, Vocals
*John Silver – Drums, Vocals
*Chris Stewart – Drums on "Silent Sun"



From Genesis To Revelation (1969)


- Peter Gabriel – lead vocals, flute
- Anthony Phillips – guitar, vocals
- Tony Banks – organ, piano, vocals
- Mike Rutherford – bass, vocals
- John Silver – drums (01-13)
- Chris Stewart – drums (14-17)
- David Thomas - backing guitar
- Arthur Greenslade - string arrangements

In the beginning (Demos, outtakes and unique stuff)







- Peter Gabriel – lead vocals, flute, accordion, bass drum, tambourine
- Anthony Phillips – acoustic 12-string guitar, lead electric guitar, dulcimer, backing vocals
- Tony Banks – organ, piano, mellotron, guitar, backing vocals
- Mike Rutherford – bass, acoustic 12-string guitar, nylon, cello, backing vocals
- John Mayhew – drums, percussion, backing vocals


_______________________________________________


2 - Era Peter Gabriel: A partida de Phillips foi bastante traumática para Banks e Rutherford que devido a Phillips ser um membro fundador, tinham dúvidas se deveriam ou não continuar sem ele. Eventualmente os restantes membros reuniram-se renovando o compromisso com os Genesis. Steve Hackett e Phil Collins juntaram-se ao grupo após terem respondido a anúncios no Melody Maker e realizado audições com sucesso. Em 1971 editam Nursery Cryme. Em 1972 é editado o álbum Foxtrot que continha a faixa de 23 minutos “Supper’s ready” e “Watcher of the skies” inspirado em Arthur C. Clarke; a reputação dos Genesis como compositores e intérpretes sai solidificada. A presença em palco extravagante e teatral de Peter Gabriel que envolvia numerosas mudanças de vestuário e histórias surreais contadas como introdução para cada música, fizeram da banda uma das mais faladas no princípio dos anos 1970, principalmente no que dizia respeito a espetáculos ao vivo. Selling England by the Pound, editado em 1973, é aplaudido tanto pela crítica como pelos fãs, considerado como o seu melhor trabalho. Clássicos como “Firth of Fifth” e “Cinema Show” seriam peças fundamentais nos concertos da banda durante muitos anos. A banda rapidamente se aventurou num projeto muito mais ambicioso, o álbum conceitual The Lamb Lies Down on Broadway, que foi editado em Novembro de 1974. E esta, em minha opinião, é a formação mágica, o Genesis original, e este ábuns acima citados, são o seu legado. Trabalhos posteriores da banda, ou carreiras solo, não são tão grandiosos e perfeitos como essas obras primas.















3 - Era Pós Peter Gabriel: Peter Gabriel deixou a banda em 1975 logo após a divulgação de The Lamb Lies Down in Broadway por se sentir cada vez mais separado da banda, tendo o seu casamento e o nascimento do primeiro filho ajudado a aumentar essa tensão pessoal. Os outros membros do grupo fizeram praticamente todas as músicas do álbum, tendo Gabriel limitado-se a escrever a história e as letras sozinho. O primeiro álbum solo de Gabriel, Peter Gabriel I de 1977 continha “Solsbury Hill”, uma alegoria à sua saída dos Genesis. Após considerarem vários substitutos para Gabriel, decidiram que Phil Collins iria substituí-lo, mudando assim a forma da banda de um quinteto para um quarteto. Para surpresa de muita gente, Collins provou ser o vocalista ideal para a banda, já que havia quem achasse que a banda cairia na miséria sem Peter Gabriel. A Trick of the Tail e Wind and Wuthering, editados com um ano de intervalo um do outro, foram bem recebidos na generalidade, demonstrando que os Genesis afinal eram mais do que uma banda de suporte do seu ex-líder. Bill Bruford, acabado de sair dos King Crimson, juntou-se ao grupo em 1976 como baterista e mais tarde, Chester Thompson (veterano dos Weather Report e de Frank Zappa) tomaria conta da bateria nos concertos, deixando Collins livre para o vocal. Os álbuns lançados nesta época são realmente muito bons (não se comparam aos anteriores), e seguiram uma linha de Rock Progressivo, embora mais melódicos.







4 - Era Phill Collins: Em 1977 Steve Hackett deixou o grupo. Para o seu lugar foi chamado Daryl Stuermer. A saída de Hackett refletiu no título do álbum seguinte And Then There Were Three, pois o grupo passara a ser um trio. Este álbum iniciou também outra grande alteração, com a banda a afastar-se das músicas longas e a entrar no formato mais curto e amigável para as rádios; este álbum conseguiu o primeiro single de êxito nos Estados Unidos com "Follow you follow me". Seguiu-se Duke que atingiu a platina e que trouxe mais dois grandes êxitos para a banda, "Turn it on again" e "Misunderstanding". O êxito dos Genesis pelos anos 1980 estava assegurado, embora muitos fãs da era Gabriel se sentissem alienados. Cada álbum tornava-se mais e mais comercial e as audiências aumentavam na mesma proporção. Mas na minha opinião, esta nova banda chamada Genesis, não é mais o Genesis Original... Há outras fases, porém podemos parar por aqui. O Genesis é um grande sucesso hoje, mas não se parece em nada com a banda da fase Peter Gabriel. Embora eu goste dos álbuns até o Genesis de 1983, vejo claramente uma divisão destas fases...


- Tony Banks - keyboards, E-mu Emulator sampler, backing vocals
- Mike Rutherford - guitar, bass, backing vocals
- Phil Collins - lead vocals, drums, percussion, trumpet


E somente para finalizar...

6 comentários:

  1. Excelente postagem, El Gringo!!
    A disco music e o movimento punk simplesmente (me desculpe a expressão..) foderam completamente com o rock progressivo; Não pela música em si, mas pelos movimentos em si e, principalmente, pelo fator comercial da indú$tria de discos naquela época. As gravadoras exigiam boas vendas e que os discos tivessem hits, que pudessem ser vendidos como singles. Muitas bandas, como o Genesis, simplesmente "se venderam", outras entraram em decadência e sumiram, até por conta de a audiência dos shows ter mudado, também.
    Mas nada como o tempo para curar as feridas... Se até o Museo Rosenbach lançou disco nos últimos anos, podemos esperar qualquer coisa! rsrsrs Até o retorno do Genesis com o Peter Gabriel! Tenho lido muitas especulações há alguns meses, que aumentaram com um comentário do Phil Collins, dizendo que adoraria voltar a tocar bateria, inclusive no Genesis com o Peter Gabriel - se Deus for realmente isso tudo que dizem d'Ele... rsrsrsrsrsrs
    Valeu!!!

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    Respostas
    1. Cara, na verdade este post é do Veio (um cara que aparece 'as vezes)... O Gringo deu uma bela garibada e postou. Muito bom Gringo.
      As fases do Genesis são polêmicas, e já deu muita discussão na NET. Mas concordo com o que escreveu. Os primeiros discos do Genesis são verdadeiras obras de arte... Os outros, até 1983 são bons, mas é outra banda que também se chama Genesis.
      Eu tenho um álbum do show de 1982 (bootleg) em que o Genesis origimou voltou... Peter Gabriel se junta a trupe e fazem um sonzaço... Em um bootleg, versão da platéia, dá para ouvir os fãs delirando mesmo, quando tocam as músicas dos primeiros álbuns... E não se empolgando tanto nas músicas como Turning on Again... O show é emocionante... Se um dia, um dia voltarem, seria bom demais!
      Abraços, meu caro e vamos em frente.

      Java

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  2. Agradeço ao Veio, então!
    Java Man, meu camarada, vou ver o que posso fazer sobre o DeWolff, mas não conte pra ninguém... hehehe Mas isso pode demorar um pouco, OK?
    Abração!

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    Respostas
    1. Maddy Lee, consegui os álbuns... Valeu... Achei um torrent fraquinho de 1 seeder... demorou quase um dia mas vieram todos em 320. Obrigado, meu velho...

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  3. Bem.....vou repetir o que já escrevi em centenas de blogs....

    GENESIS acabou.....terminou.....fim....com a saída de Peter Gabriel...

    O álbum A trick of the Tail até que é "legalzinho", mas já acenava para a queda livre eminente

    Isto é fato, e desnecessário longas divagações.... agora e se.............. e se..............e se.....Anthony Phillips não tivesse abandonado o GENESIS (fobia de palco....)...o resultado seria
    com certeza - pelo menos - igual ao conseguido com Steve Hackett...quem acompanha a obra de AP sabe que ele é um musicista de respeito....apenas acho que o "grande publico prog" conhece apenas a ponta infinitesimal do iceberg formado pela obra de AP, isto é, os 2 primeiroa álbuns do referido GENESIS....agora.....senhor Phil Collins com certeza não tem mais forças para "levantar a baqueta" rsrsrsrsrs

    Peter Hammill - SP

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    Respostas
    1. Peter, o Phil Collins deu uma entrevista alguns meses atrás dizendo que estava voltando, e queria juntar o Genesis original (acho que sem AP).
      ab

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