domingo, 16 de junho de 2013

Django Unchained - Quentin Tarantino Soundtracks


Django Livre (Django Unchained), novo filme de Quentin Tarantino, acompanha Django (Jamie Foxx), um escravo liberto que, sob a tutela de um caçador de recompensas alemão (Christoph Waltz), parte para encontrar e libertar a sua esposa (Kerry Williams) das garras do fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). Mais um grande filme de Tarantino, com uma trilha sonora matadora.





Mais Quentin Tarantino no Valvulado:

Pulp maestro Quentin Tarantino's done a masterful job in blending music into the on-screen mayhem, and these albuns are the soundtrack cream from his films he either directed or produced. Acts include The Blasters, Urge Overkill, Combustible Edison, Leonard Cohen, Cowboy Junkies, Dick Dale, ZZ Top... 

Quentin Jerome Tarantino (Knoxville, 27 de Março de 1963) é um director, actor e argumentista de cinema dos Estados Unidos da América. Ele alcançou a fama rapidamente no início da década de 1990 pelos seus argumentos não-lineares, diálogos memoráveis e o uso de violência que trouxeram uma vida nova ao padrão de filmes familiares norte-americanos. Ele é o mais famoso dos jovens directores por trás da revolução de filmes independentes dos anos 90, tornando-se conhecido pela sua verborragia, o seu conhecimento enciclopédico de filmes, tanto populares, quanto os considerados "cinema de arte". (http://cinema.sapo.pt/pessoa/quentin-tarantino/biografia).
Tão bom quantos seus filmes, são as trilhas sonoras e a combinação das baladas mais inusitadas com cenas fortes e marcantes. Santa Esmeralda como trilha para uma luta de duas samurais é simplesmente fantástico. Selecionei meus filmes e trilhas sonoras favoritos aqui no Valvulado. Divirtam-se.



10 comentários:

  1. Eu preciso fazer as pazes com o Tarantino (aka Moz da Sétima Arte) porque perdi o interesse pelo trabalho dele nos anos 2000 -- com exceção de "Bastardos Inglórios", mas não sem vencer uma resistência antes pelo protagonismo Brad Pitt, e ainda bem que venci, porque achei que valeu a pena o filme. Agora vem o Leo... Mais uma resistência a vencer pra mim. Me ajuda, Jamie Foxs! rs

    Enfim, curioso é que, mesmo sem acompanhá-lo na telona com o mesmo entusiasmo e frequência dos anos 90, eu continuo ouvindo as trilhas dos filmes dele. O Tarantino tem uma coisa ótima por oldies -- a penchant for oldies, but goodies -- que não dá pra perder. Ou é alguém que a trilha resgata ou gente nova dando aquele refresh em algum clássico. O que seria de Urge Overkill sem "Pulp Fiction"? Sempre tem uma coisa pra descobrir ou redescobrir nas trilhas sonoras dos filmes dele. É o que me chama atenção e eu continuo ouvindo sem ter visto os filmes.

    A mais recente dessas que você postou que escutei (coisa de dias atrás) foi Death Proof. Favoritei de cara um clássico do Burt Bacharach (que a maioria deve conhecer na versão dos Beatles) na voz de outra banda dos 60, Smith, que eu nem sabia que existia -- gostei tanto da voz da vocalista (Gayle McCormick) que estou ouvindo os discos solo dela. Outra descoberta fortuita: April March, que canta em inglês e francês, o que pra mim é sempre uma bem-vinda adição aos meus playlists.

    Mas isso sou eu, claro, e essas coisas que eu mencionei podem ser um tanto quanto girly and sixties demais pra galera mais rock, só que são apenas duas músicas de uma única trilha que eu isoladamente pincei. Tem muito mais e é bem variada a bandeja musical do Tarantino.

    As trilhas dele são as únicas que consigo me lembrar que me chamam pra escutar sem eu ter visto ou precisar ver o filme antes. Elas têm essa particularidade, antes de qualquer outra.

    Tem prato cheio aí pra mais de mês nessa postagem, Javanes. Totalmente excelente. Obrigada! Vou ouvir o Django. :)

    PS: Eu tenho um podcast velhão de diretores de cinema falando de música (suas referências) e um deles foi o Tarantino. Você gostaria de ouvi-lo? Posso procurar aqui e te passar -- mas não posso prometer e rezemos aos deuses das nuvens, porque confiei deixar aos cuidados do Mediafire ou do Google Drive, um dos dois, é questão de eu ir ver onde subi e se ainda tá lá. Mas, achando, posso te mandar por email com prazer.

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  2. Javanes, sua postagem esta fantastica. Sou um aficcionado por Soundtracks e este post enche os olhos de agua. A Lucy acima disse tudo. E Lucy, eu quero este podcast. coloque um link aqui nos comentarios. Ah, seus comentarios nao sao girly, eu simplesmente adorei e nao sou girly (acho). Tarantino eh o melhor e seus filmes sao impressionantes, com uma trilha sonora inovadora. Assisti o ultimo que acho que nao foi lancado, "The Man with Iron Fists" com Russel Crowe e Lucy Liu, e na China meio medieval, as lutas ocorrem ao som de um Hip-Hop. Surreal. Eh Tarantino. Lucy, adorei seus comentarios.

    Javanes, muito obrigado

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  3. A Lucy aos poucos está se revelando uma verdadeira cinéfila....

    Tarantino é gênio, inovou a linguagem do cinema com seus diálogos nonsenses, reinventando estilos e espalhando homenagens para tudo quanto é lado..Mestre da cultura pop....Resgatou Travolta, e nunca escondeu sua podolatria em seus filmes...Que o diga Salma Hayek

    Incluo nesta lista Amor a Queima Roupa,( super recomendado) que na minha opinião tem um dos diálogos mais antológicos do cinema entre Dennis Hopper Cristopher Walken...E a explicação que ele dá da letra de Like a Virgin em Cães de Aluguel é a cara dele

    O sotaque de Brad Pitt em Bastardos Inglórios é impagável....

    Quanto a trilha sonora, Kill Bill é a melhor com o trio japonês 5,6,7,8s...Concordo com April March, Chick Habit é uma delícia de música....Seja em Frances ou Inglês...

    Parabéns pelo espaço aberto ao cinema...é bom falar de Música...Mas cinema também é um campo vasto para discussão...Essa vocês me pegaram de surpresa...!!!!!!!!!!!!!

    The Ancient....Agora By Night

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  4. O Java estava inspirado. Grande post. Abraços

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  5. Pessoal, ou quem se interessou, desculpem a demora. Agora vamos ao assunto...

    Esse podcast do Quentin Tarantino é de agosto de 2009, quando tava rolando todo aquele revival Michael Jackson por conta da perda do ídolo. Mas não é um podcast sobre o Michael, comentando a discografia dele ou dos Jackson 5 -- todo mundo já fez isso na época.

    A seleção Tarantino privilegia a fase menos óbvia dos irmãos, fora da Motown, como The Jacksons, na CBS, e ainda pega uns solos do Jermaine, de quem ele abertamente gosta muito -- o Jermaine ficou na Motown, era casado com a filha do dono.

    Então, o Tarantino basicamente aproveitou aquele momento pra dar uma clássica tarantinada: desviou do óbvio quando a Apple o convidou pra participar desse podcast um mês depois da morte do Michael.

    E agora você deve estar se perguntando: "Mas, Lucy, de onde saíram os irmãos Jackson dessa cartola"? Ah, que bom que perguntou, porque é a típica situação onde cabe a sentença: "Ah, isso é clássico da Lucy". Afinal, o assunto aqui era o Tarantino e seus gostos musicais, certo? Não eram os irmãos Jackson per se.

    Mas eu nem lembrava mais que o tema do podcast do Tarantino eram os irmãos Jackson, visto que isso é de quatro anos atrás. Eu lembrava, sim, de ter baixado esse podcast e um outro do Clint Eastwood. E eu só me interessei por eles, diretores de cinema. Achei mais interessante ouvir gente de cinema falando sobre música do que músicos falando sobre música. O tema? Secundário. Se é música, tô dentro!

    E agora que eu escutei de novo (mais umas seis vezes), recomendo até pra quem não é muito chegado nos irmãos J. Não é todo dia que você tem o Tarantino te trazendo a discografia dos Jacksons. O Tarantino falando é divertido por si só. É como se ele viesse na sua casa com um monte de discos dos Jacksons debaixo do braço -- e você esperando qualquer outra coisa... rs

    O entusiasmo do Tarantino é contagiante. Fora o fato de ele mesmo ser um fã, o que soa quase que como um "desvio" pelo que estamos acostumados a escutar nas trilhas sonoras dos filmes dele. No finalzinho, tem uma cutucada divertida no Paul McCartney, quando ele fecha a seleção com um duo que o Mick Jagger gravou com os Jacksons. Outra surpresa é definitivamente o Jermaine solo.

    Subi o podcast aqui -- e você pode escutar lá mesmo (tem 22 minutos) e também baixar, se quiser.

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    1. Seguem o tracklist e os discos comentados pra orientar quem se interessou em ir atrás e ouvi-los. :)

      Tracklist Tarantino e os irmãos Jackson

      01. The Jacksons - Off the wall (live)
      02. The Jacksons - Ben (live)
      03. The Jacksons - This place hotel (live)
      04. The Jacksons - She's out of my life (live)
      05. The Jacksons - Movie and rap including excerpts of I want you back / Never can say goodbye / Got to be there (live)
      06. The Jacksons - Medley: I want you back / ABC / The love you save (live)
      07. The Jacksons - I'll be there (live)
      08. The Jacksons - Rock with you (live)
      09. The Jacksons - Goin' places
      10. The Jacksons - Blame it on the boogie
      11. The Jacksons - Things I do for you
      12. The Jacksons - Shake your body (down to the ground)
      13. The Jacksons - Destiny
      14. Jermaine Jackson (feat. Stevie Wonder) - Let's get serious
      15. Jermaine Jackson - Daddy's home
      16. The Jackson 5 - Going back to Indiana (live)
      17. The Jacksons - Walk right now
      18. The Jacksons - Torture
      19. The Jacksons - Wait
      20. The Jacksons (feat. Mick Jagger) - State of shock

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    2. Discos comentados

      The Jacksons - The Jacksons Live! (1981)
      Faixas 01 a 08
      Acho que ficou claro que é o preferido do Tarantino. "You should get the whole damn album". :)
      Como é um disco ao vivo, eu deixei as faixas na ordem do disco (e não do Tarantino), pra evitar cortes estranhos entre uma faixa e outra caso você queira montar esse playlist.
      Incluí também a faixa This place hotel, que o Tarantino (não sei por que) fala dela quando comenta o disco Destiny. Mas, até onde eu sei, a música aparece nesse ao vivo e no Triumph. Talvez ele tenha se confundido ou pinçado a música de alguma compilação, mas, enfim, é uma das favoritas dele, e acho mais legal essa versão ao vivo.

      The Jacksons - Goin' Places (1977)
      Faixa 09
      "Goin' Places sounds like the theme to a movie". "Richard Pryor busting loose". "Sidney Poitier and Bill Cosby comedy". rs Esse é o momento que você vê o Tarantino escutando um som com ouvidos de diretor, imaginando cenas, situações e atores com a faixa que dá nome ao disco. (Eu fiz isso outro dia, acho que aqui mesmo, neste blog, quando disse que um disco cabia direitinho numa cena de American Beauty... rs É de praxe eu pirar nas conexões com livros ou filmes quando tô ouvindo música.)

      The Jacksons - Destiny (1978)
      Faixas 10 a 13
      "That's the album for The Jacksons". "It leads the way to Off the Wall". Além da faixa que abre o disco e o groove que pavimenta o caminho do Michael pra fazer Off the Wall, outro destaque do Tarantino é a dicotomia entre a letra de Destiny e a vida do cantor, que foi justamente o oposto.

      Jermaine Jackson - Let's Get Serious (1980)
      Faixa 14
      Jermaine Jackson - Jermaine (1972)
      Faixa 15
      "Jermaine is very underrated for his vocals". Tenho que admitir que o Tarantino tá muito certo sobre o Jermaine. Eu mesma nunca tinha dado nenhuma atenção e nem muito menos escutado qualquer coisa solo dele. Esse duo com o Stevie Wonder é irresistível. E Daddy's home é tão '50s old school que dá vontade de ouvir todas aquelas bandas e ver De Volta para o Futuro de novo. :)

      The Jackson 5 - Goin' Back to Indiana (1971)
      Faixa 16
      Tarantino destaca a resistência do Michael em cantar Goin' back to Indiana ao vivo em Indiana -- pra quem não lembra, eles são da cidadezinha de Gary, em Indiana. E quando os irmãos finalmente vencem o Michael pela insistência... "Boom! He's like a little James Brown"... rs

      The Jacksons - Triumph (1980)
      Faixa 17
      Um disco que ele não gosta muito, mas a cerejinha no bolo aqui é a faixa Walk right now.

      The Jacksons - Victory (1984)
      Faixas 18 a 20
      Na opinião do Tarantino, esse disco é meio que o Let It Be dos Jacksons.
      Aqui tem: um dueto Michael/Jermanine (Torture), Marlon nos vocais (Wait) e um dueto com Mick Jagger (State of shock).
      "I hated all those Paul McCartney songs he (Michael) did (on Thriller). If you had State of shock on Thriller, you wouldn't be skipping it, you'd be digging it". Tarantino diz isso sem o menor pudor: prefere o Jagger! rs

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    3. Well, that's it, folks!

      Pros donos e colaboradores do blog, mil perdões pelo desvio de rota e assim com tanto detalhe. Mas já que era pra fazer, tive que tentar fazer direito. Podia ter só subido o podcast, mas e quem não pode entender lhufas do que o Tarantino tá dizendo? Não seria justo, então tentei tirar pelo menos alguma coisa.

      Fica a gigantesca auto dica pra eu prestar mais atenção quando comentar uma postagem e não confiar muito na minha memória achando que tem 110% a ver com o assunto.

      Pra quem gostou, fico contente. :) E talvez, quem sabe, quem nunca ouviu nada disso e é fã do Tarantino... Talvez dê uma chance.

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  6. Oi Lucy... se vc concordar, pretendo publicar esta resenha com os álbuns...

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    1. Querido, escrevi no seu blog, é público, é seu e dos seus leitores. Não precisa me pedir permissão, não! Vai que é sua, Javanes. :)

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