quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pat Metheny - Jazz & Guitar


Pat Metheny pode ser considerado como um dos guitarristas mais originais dos anos 80. O som de sua guitarra e seu estilo são instantaneamente reconhecidos. Os álbuns gravados pelo Pat Metheny Group são muito difíceis de classificar (Folk-Jazz?, Lounge-Jazz, Modern Fusion Mood Jazz?), sendo ao mesmo tempo acessíveis e originais. Sua técnica aliado ao seu estilo Folk-Mood-Fusion sem dúvida nenhuma ampliaram as fronteiras do Jazz. Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo e a cores, em um dos antigos Free Jazz Festivals da década de 90, e foi realmente incrível... Inesquecível!


Iniciando com o trompete já aos 8 anos de idade, Metheny trocou para a guitarra ao 12 anos. Aos 15 anos, já estava trabalhando com os melhores músicos de jazz do Kansas, adquirindo experiência em bandas já muito jovem. Seu primeiro sucesso na cena internacional do jazz foi em 1974. Com o lançamento de seu primeiro álbum, Bright Size Life (1976), segundo a crítica, ele reinventara "o som tradicional da guitarra jazz" para uma nova geração de guitarristas. Durante sua carreira, continuou a redefinir o gênero utilizando novas tecnologias e trabalhando constantemente para refinar sua capacidade sonora e de improvisação no seu instrumento. Confiram o primeiro álbum:

Pat Metheny com apenas 21 anos e acompanhado com Jaco Pastorius. Ambos moleques e já dotados de uma técnica invejável.

Banda:
Pat Metheny - 6-string guitar, electric 12-string guitar
Jaco Pastorius - fretless bass
Bob Moses - drums


Planejando sua carreira com sabedoria, trabalhou primeiro com uma gravadora de grande prestígio na música moderna (ECM), depois em uma gravadora de inclinações pop (Geffen) e finalmente com a multi-nacional (Warner Bros). Flertou com o jazz-rock, com grande sucesso, e chegou mesmo a ter videoclipes exibidos na rede MTV. Segundo os críticos Richard Cook e Brian Morton, "Metheny tornou-se uma figura-chave na música instrumental dos últimos 20 anos". Durante os anos, atuou com músicos tão diversos como Steve Reich, Ornette Coleman, Herbie Hancock, Brad Mehldau, Jim Hall, Milton Nascimento e David Bowie. Formou uma parceria de composição com o tecladista Lyle Mays por mais de vinte anos - uma parceria que foi comparada às de Lennon/McCartney e de Ellington/Strayhorn por críticos e por ouvintes igualmente. O trabalho de Metheny inclui composições para guitarra solo, instrumentos elétricos e acústicos, grandes orquestras, e peças para ballet, com passagens que variam do jazz moderno ao rock e ao clássico.


Duas obras impecáveis dos anos 80:


Offramp is the Grammy Award winning third album by Pat Metheny Group, released in 1982. The album won the Grammy Award for Best Jazz Fusion Performance in 1983.Offramp is the first studio rec ording on which Metheny used the guitar synthesizer.

Banda:
Pat Metheny - guitar synthesizer, guitar, synclavier guitar
Lyle Mays - piano, synthesizer, autoharp, organ, synclavier
Steve Rodby - acoustic and electric bass
Dan Gottlieb - drums
Nana Vasconcelos - percussion, voice, berimbau



Travels is the Pat Metheny Group's first live album, released in 1983. The album consists of two CDs worth of live material recorded in July, October and November 1982, at Philadelphia, Dallas, Sacramento, Hartford and Nacogdoches. Along with Pat Metheny, the album features Lyle Mays, Steve Rodby, Dan Gottlieb and the influence of "special guest" Nana Vasconcelos is noticeably evident on the group's music. The album won the Grammy Award for Best Jazz Fusion Performance in 1983.


E para finalizar, o meu preferido:


Segundo álbum do Pat Metheny Group, lançado em 1979.

Banda:
Pat Metheny - 6 & 12-String Guitar
Lyle Mays - Piano, Oberheim, Autoharp, Organ
Mark Egan - Bass
Dan Gottlieb - Drums


Metheny é um músico que estuda e escreve muito, está aberto a inúmeras influências, e principalmente toca e grava muito. Nesse processo, atira em várias direções, e é inegável que acaba produzindo alguns trabalhos de caráter mais comercial, ainda que agradáveis e perfeitamente bem executadas. Durante anos, Metheny ganhou vários concursos como o "melhor guitarrista de jazz" e prêmios, incluindo discos de ouro para os álbuns Still Life (Talking), Letter from Home e Secret Story. Ganhou também quinze prêmios Grammy Awards sobre uma variedade de categorias diferentes incluindo "Best Rock Instrumental", "Best Contemporary Jazz Recording", "Best Jazz Instrumental Solo", "Best Instrumental Composition". O Pat Metheny Group ganhou sete Grammies consecutivos em sete álbuns consecutivos. Metheny dedica a maior parte de sua vida a turnês e viagens, calculando uma média entre 120 a 240 viagens por ano desde 1974. Continua a ser uma das estrelas mais brilhantes da comunidade do jazz, dedicando tempo aos seus próprios projetos, a novos músicos e aos veteranos, ajudando-lhes a alcançar suas audiências tão como realizar suas próprias visões artísticas.

11 comentários:

  1. Hello, good people!!!

    Não poderia deixar de comentar esta excepcional postagem!!!

    O jazz, com todos os seus estilos e possibilidades, é a referência de
    qualquer músico que queira expandir seu universo musical....

    E especialmente a guitarra elétrica, torna-se um expoente fundamental, neste pequeno-grande
    mundo!!! Para os "leigos" jazz é apenas sinônimo de improvisação.

    Mas.......nem sempre a guitarra jazzística compete em "velocidade" com alguns ditos
    "virtuosos" que alcançam "zilhões" de palhetadas por segundo.....destituídas de emoção.....

    Um guitarrista de jazz, como o Pat, se forma a partir de estudo criterioso de Arpejos (tríades e tétrades), escalas (diatônicas, pentatônicas, simétricas, hibridas, modos, harmônica e melódica,, cromática e etc...), tensões, target notes, aproximações cromáticas, substituição de acordes, dominantes secundários, verticalização, tensão x relaxamento, desenvolvimento de motivos...etc...etc....Sem necessitar se esconder por trás de um "excesso" de efeitos, tão característicos em alguns guitarristas, que prefiro não comentar para não criar infindáveis polêmicas....

    Então apresento a todos os amigos deste blog um GRANDE torrent, com a
    discografia quase completa deste sensacional instrumentista:

    http://dl.rutracker.org/forum/dl.php?t=3543888

    São 59 álbuns, em 72 cd's, no formato mp3!!!!

    Aproveitem estou fazendo o download exatamente agora, com velocidade
    1Mb/s!!! Daqui a poucas horas terei esta preciosidade em mãos!!!

    Aproveitem!!!

    "É uma infelicidade da época, que os doidos guiem os cegos."
    William Shakespeare

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  2. Deus meu, o Shakespeare deu uma aula de conhecimento musical, que fiquei até com complexo.

    Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida.
    Sandra Carey

    Johann Sebastian Bach

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  3. WS, não sabia deste seu conhecimento musical. Obrigado pela aula. Pat Metheny inovou, fez diferente... E colocou um sintetizador na guitarra. Obrigado pelo Torrent e pelo belíssimo comment.

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  4. Não é minha intenção desfazer do post. Mas muitos e muitos guitarristas são melhores que o Pat Metheney. Isso, independente de técnica. Tenho o "American Garage", o escutei ontem. E digo que no meio da minha coleção grande de discos, é um dos piores. Tudo frio, sem emoção.
    A careta dele aí numa das fotos , condiz muito com seu som.
    Teclados frios a acompanhar... uma guitarrinha a pim pim pim...

    É só minha opinião,sem querer avacalhar com o post.

    E já que virou lugar comum frases, segue mais uma: A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.
    Aristóteles

    Abraço a todos.

    Gigante Gentil

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  5. Anônimo, respeito sua opinião, mas é uma questão de gosto... Lyle Mays, Pat Metheny é um sonzaço... Talvez clean demais para uns, mas sonzeira de primeira... O primeiro disco com Jaco Pastorius, então...
    Uma curiosidade, qual o melhor disco de sua coleção?
    Abraços

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  6. Não sou anônimo, sou o Gigante Gentil.
    O melhor não há como dizer. Muitos do Gentle Giant, Caravan, Birth Control, Yes, Alice Cooper, Jane, Ten Years After, Neil Young, Jean Luc Ponty, Genesis, Pink Floyd, Rush, Renaissance ...

    Abraços!

    Gigante Gentil

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  7. Pat Metheny, começou a dar o ar da graça já aos oito anos com um trombone que foi substituído aos doze por uma guitarra que o impulsionaria em direção aos maiores nomes de jazz do Missouri nos EUA e não para por ai, pois aos dezoito anos tornou-se o professor mais novo de todo o sempre da "Berklee College of Music" e vinte anos mais tarde ganhou da mesma instituição o título de Doutor Honorário.

    Em 2010 ele completava 56 anos de vida junto aos seus 26 álbuns já editados e nada menos do que quinze prêmios Grammy em diversas categorias e com seu grupo, o Pat Metheny Group, foram mais sete prêmios, todos na categoria "Best jazz album" ou seja, o cara é uma fera.

    Não satisfeito, ele também gosta de desenvolver novos instrumentos musicais (guitarras), sendo que uma delas, bem conhecida do meio musical do jazz, a legendária “Ibanez PM-100”.

    Ele continua até hoje estudando muito, mas não abre mão de suas turnês, o que o obriga a uma média de cento e oitenta viagens por ano para cumprir seus compromissos, mas talvez o recorde mais importante e o que menos aparece é a sua preocupação e dedicação em ajudar novos e antigos talentos da comunidade do jazz a se colocarem no meio jazzístico e assim poderem realizar seus projetos.

    O álbum dele que mais aprecio é o "We Live Here" de 1995.

    Parabéns por mais esta resenha!!!!


    Um grande abraço à todos da Tropa de Elite do VALVULADO,

    Gustavo

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  8. Olá, como vão meus camaradas? Eu andava meio sumido por conta de viagens e compromissos, mas devagar eu vou retornando. Esse talvez seja o meu segundo post aqui no blog do Valvulado. Por sinal gostei muito dos textos e da escolha do material musical diversificado. Notei que os amigos resolveram migrar de boteco... Penduraram a conta com o Gustavo e todo mundo ficou duro? (rs) Bom, vamos lá então. Gosto muito de Jazz Rock, mas não tenho a mesma paixão pelo estilo assim como tenho pelo rock progressivo, Hard Rock, e Blues Rock. Do Jazz Rock meu conhecimento não é muito amplo, e gosto de ouvir discos do Jeff Beck, Tommy Bolin, e suas parcerias Jazzísticas, Mahavishnu, e alguma coisa do Weather Report, George Benson, e alguns poucos discos de standarts do Jazz. Não conheço muito o Pet, mas a recomendação para escutá-lo vindo de ilustres cervejeiros, provoca em mim uma vontade de conhecer esses trabalhos. Atravesso uma fase talvez temporária onde minha play list só tem tocado o velho Hard Rock enérgico e jovial ... E acho que nunca trocamos umas palavras sobre o estilo, por isso acredito que não seja muito uma das paixões da sociedade secreta.

    PS: Acho que encontrei um velho amigo por. Old School, velho Ray Davies, és tu man????!

    Abraços!

    Luciano

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  9. Luciano, o buteco continua aberto lá,e o Ondas é o lugar oficial. Aconteceram uns lances aí e teve esta migração não intencional temporária... Mas o buteco é lá... O Mestre Cervejeiro está de férias...
    Meus amigos do Valvulado tem um gosto bem diversificado e por isso o blog é assim... No começo, postamos os principais discos que ouvíamos na década de 80... Cara, eu adoro Hard Rock e até um bom Heavy Metal (não sou chegado em Death Metal). O que vc está ouvindo? Faça uma lista aí...

    O Old School é um velho parceiro, sempre incentivando e dando uns pitacos... Tem uns dois posts que ele sugeriu... Ou mais?

    Um grande abraço Luciano e muito bom te ver/ler de volta!

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  10. Grande Valvulado, então saindo um pouco do post do Pet, tenho ouvido repetidas vezes há quase um mês os 5 primeiros discos do Yesterday & Today (nome abreviado para Y & T). Sempre gosto de resumir um pouco da trajetória e um pouco do estilo de bandas que conheci e gostei. Então vai lá. É uma excelente, talentosa e subestimadíssima banda Americana de Hard Rock, que está na ativa até hoje! Quase veio ao Brasil em agosto ou setembro desse ano. Imagino que você deva conhecer eles. Começaram gravando em 76, fazendo um Hard rock básico, mas técnico, me lembrando um pouco o UFO, Bad Company, e um pouco diferentes do Hard Americano alegre do Kiss e Aerosmith e do Hard R & B pesado do Ted Nugent. Em 1981 no terceiro disco começaram a fazer um Hard que me lembra o estilo do primeiro disco do Deff Lepard, e passam a seguir essa linha, sempre na divisória do Hard/ Metal, mas tendendo mais ao velho Hard, que particularmente gosto mais. Em 1984 eles começam a entrar na onda do Glam Metal radiofônico de MTV e o Hard fica muito suave e melódico, com teclados, bateria eletrônica, vocais e instrumentos muito produzidos. Mas ironicamente começam a vender mais e quase conseguem disco de ouro com o disco de 1984. Mas as pérolas da banda na minha opinião são o Earthshaker (81) - indicado pelo All music, Yesterday And Today (76), e Black Tyger (82).

    O Y & T eu já conhecia de nome de longa data, e outra que também conhecia de longa data, mas que comecei a escutar esse mês é o Mama`s Boys. São da Irlanda do Norte de uma pequena cidade de 60 mil habitantes se não me engano. Começaram em 1978, gravaram um EP em 1980, e passaram a abrir para o Halkwind, depois gravaram o primeiro disco em 1982, que vendeu bem na Irlanda, e começaram a excursionar com os conterrâneos Thin Lizzy (nada mal claro) na turnê de despedida. O som deles é uma linha que acho muito parecida com a do Y & T, com momentos um pouco Heavy que estava nascendo com a new wave, e momentos Hard rock com um pouco de blues. Em 1984 com esses dois discos lançados que na minha opinião misturavam o Hard/ Metal inglês e Americano, excursionam nos EUA abrindo para o Ratt (que é outra boa banda de Hard Rock), e para o Blackfoot. Já li um relato de quem viu que eles chamaram mais atenção que os anfitriões Ratt e Blackfoot. Essa turnê deles foi o começo do fim, pois aí começam aos poucos a Americanizar demais o som com todos aqueles recursos que eram radiofônicos, e ficam suaves demais. Mas isso é mais evidente a partir do quarto disco.

    A terceira banda que tenho reescutado também é a Americana e grande banda Ratt, em virtude desse ótimo show que deram nesses últimos dias em SP no Monsters of Rock. Indico o primeiro é excelente álbum de estréia - Out of the cellar.

    Na verdade essas bandas todas aí caem bem em um mesmo caldeirão.

    Abraços, e boa semana!

    Luciano

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  11. Grande Valvulado, então saindo um pouco do post do Pet, tenho ouvido repetidas vezes há quase um mês os 5 primeiros discos do Yesterday & Today (nome abreviado para Y & T). Sempre gosto de resumir um pouco da trajetória e um pouco do estilo de bandas que conheci e gostei. Então vai lá. É uma excelente, talentosa e subestimadíssima banda Americana de Hard Rock, que está na ativa até hoje! Quase veio ao Brasil em agosto ou setembro desse ano. Imagino que você deva conhecer eles. Começaram gravando em 76, fazendo um Hard rock básico, mas técnico, me lembrando um pouco o UFO, Bad Company, e um pouco diferentes do Hard Americano alegre do Kiss e Aerosmith e do Hard R & B pesado do Ted Nugent. Em 1981 no terceiro disco começaram a fazer um Hard que me lembra o estilo do primeiro disco do Deff Lepard, e passam a seguir essa linha, sempre na divisória do Hard/ Metal, mas tendendo mais ao velho Hard, que particularmente gosto mais. Em 1984 eles começam a entrar na onda do Glam Metal radiofônico de MTV e o Hard fica muito suave e melódico, com teclados, bateria eletrônica, vocais e instrumentos muito produzidos. Mas ironicamente começam a vender mais e quase conseguem disco de ouro com o disco de 1984. Mas as pérolas da banda na minha opinião são o Earthshaker (81) - indicado pelo All music, Yesterday And Today (76), e Black Tyger (82).

    O Y & T eu já conhecia de nome de longa data, e outra que também conhecia de longa data, mas que comecei a escutar esse mês é o Mama`s Boys. São da Irlanda do Norte de uma pequena cidade de 60 mil habitantes se não me engano. Começaram em 1978, gravaram um EP em 1980, e passaram a abrir para o Halkwind, depois gravaram o primeiro disco em 1982, que vendeu bem na Irlanda, e começaram a excursionar com os conterrâneos Thin Lizzy (nada mal claro) na turnê de despedida. O som deles é uma linha que acho muito parecida com a do Y & T, com momentos um pouco Heavy que estava nascendo com a new wave, e momentos Hard rock com um pouco de blues. Em 1984 com esses dois discos lançados que na minha opinião misturavam o Hard/ Metal inglês e Americano, excursionam nos EUA abrindo para o Ratt (que é outra boa banda de Hard Rock), e para o Blackfoot. Já li um relato de quem viu que eles chamaram mais atenção que os anfitriões Ratt e Blackfoot. Essa turnê deles foi o começo do fim, pois aí começam aos poucos a Americanizar demais o som com todos aqueles recursos que eram radiofônicos, e ficam suaves demais. Mas isso é mais evidente a partir do quarto disco.

    A terceira banda que tenho reescutado também é a Americana e grande banda Ratt, em virtude desse ótimo show que deram nesses últimos dias em SP no Monsters of Rock. Indico o primeiro é excelente álbum de estréia - Out of the cellar.

    Na verdade essas bandas todas aí caem bem em um mesmo caldeirão.

    Abraços

    Luciano

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